"Pau para toda obra". É assim que a empresária Márcia Mayumi Sido, de 54 anos, se define. Essa mulher empreendedora está à frente do Buffet Rosa, que completa em setembro de 2023, 50 anos de existência em Suzano. "Eu faço tudo: contratos, orçamentos, compras. Eu me desdobro. Antes era eu, e meus irmãos, Elizabeth e Alberto, e minha mãe, dona Rosa, mas eles faleceram e eu continuei tocando tudo sozinha", explica. Confira agora a entrevista especial concedida por ela ao DS.
Conte um pouco sobre a Márcia. Como tudo começou?
Eu fiz faculdade de processamento de dados em 1989 e me casei em 1992. Em 1993 nasceu minha primeira filha. Não cheguei a trabalhar na área, porque desde pequena respirava o buffet. Minha mãe começou bem cedo, ela dava aula de arte culinária, como era chamado o curso na época, e ensinou várias boleiras da cidade. Depois as pessoas que a conheciam começaram a falar pra ela que queriam a festa toda. Aí minha mãe começou com o buffet. Em meados de 70, ela fez a primeira festa para 400 pessoas numa granja. E foi um sucesso. A família toda se mobilizou para sair tudo certo, a irmã e os irmãos da minha mãe, cunhados e cunhadas.
Quando de fato você começou a trabalhar com o buffet?
Desde sempre me conheço no buffet. Na década de 90 eu fiz um curso no Senac de gastronomia para aprimorar os cardápios servidos. Trouxe o filé mignon ao molho madeira, que, naquela época, era novidade. Depois fiz cursos de sushiman, porque era um dos pedidos que mais saíam. A partir de 90, começamos a trabalhar com jantares de negócios e eventos sociais, muitos casamentos. Por semana, eram seis eventos, já fizemos até oito, todos para acima de 300 pessoas.
Qual o principal desafio de ser empreendedora?
O maior desafio do empreendedor é a mão-de-obra, porque a gente quer que os nossos colaboradores façam o mesmo que fazemos, que trabalhem com carinho, vontade, perseverança. Quando a gente contrata alguém para trabalhar em um evento, a gente espera que esta pessoa esteja engajada naquilo e trabalhe com amor.
Enquanto empreendedora, investir em treinamentos para os colaboradores é essencial?
Sim. Eu tenho colaboradores fixos, a maioria é mulher. Sempre temos reuniões rápidas semanais para ouvi-las, para saber o que elas precisam, se querem falar alguma coisa. Elas decidem o dia melhor para este encontro, que também depende das datas dos eventos. Hoje nossa maior atuação está sendo em eventos sociais. Em média, cinco ou seis eventos, mas com número de pessoas reduzido. Depois da pandemia, as festas são menores, mais familiares.
Qual o principal diferencial do seu buffet?
O diferencial é o carinho, é o cliente se sentir acolhido. O cliente tem confiança no nosso trabalho, ele sabe que se deixar tudo nas nossas mãos vai dar tudo certo, porque antes de contratar o buffet, ele tem um sonho. Mexer com o sonho das pessoas é uma grande responsabilidade, se algo dar errado, você vai ficar falada o resto da vida. Por isso, eu levo muito a sério.
Qual o segredo para prestar um serviço de excelência?
O segredo é o amor ao negócio. É uma coisa que eu via na minha mãe, na minha irmã. Por exemplo, na pandemia, que não tinha festas, fazíamos yakisoba, sushi. Quando tem amor, a gente consegue mover moinhos. Eu via minha mãe sempre trabalhando. Este ano, estamos fazendo 50 anos de empresa.
Vamos falar da Márcia. É casada, tem filhos?
Fui casada e em 2003 me divorciei do primeiro marido, Leonardo. Nós tivemos a Roberta, de 30 anos, a Luciana, 24 anos, futura médica, e o Lucas, de 20 anos.
Quando você não está trabalhando o que você gosta de fazer?
Quando tenho tempo livre faço yoga e dou aula de dança de salão, com o meu professor Valdo Pereira, ele tem uma escola. Me formei com ele e já danço há 12 anos. Estes são meus hobbies, além de namorar com o Carlos Vinicius de Carvalho Campos.


"Desde sempre me conheço no buffet" - (Foto: Divulgação)




