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Jornal Diário de Suzano - 08/01/2026
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Editorial

Florestas e parques

07 janeiro 2026 - 05h00Por editoracao

As cidades do Alto Tietê têm um grande desafio do trabalho de reflorestamento de áreas, plantação de mais árvores e preservação do meio ambiente.
Os projetos e ações são muitas. E as parcerias com o Governo de São Paulo são sempre importante por conta dos recursos e logísticas.
Nesta semana, o governo estadual anunciou, por exemplo, que restaurou mais de 34 mil hectares de florestas desde 2023 — o equivalente a mais de 200 parques como o Ibirapuera — e consolidou uma política pública integrada que posiciona o Estado como referência nacional em conservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Os resultados são fruto da articulação entre restauração ecológica em larga escala, ampliação dos Programas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), fortalecimento de instrumentos de financiamento climático e planejamento estratégico de longo prazo para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.
Entre 2023 e 2025, São Paulo colocou aproximadamente 34 mil hectares em processo de restauração, sendo 11 mil hectares somente em 2025. Esse volume corresponde a cerca de 32% de toda a área restaurada no período e representa aproximadamente 92% da meta estabelecida pelo Plano Estadual de Meio Ambiente, que prevê 37 mil hectares restaurados até 2026. O avanço consolida o Estado como referência em restauração de larga escala na Mata Atlântica.
Esse esforço no território foi acompanhado pelo fortalecimento da proteção ambiental. Em 2025, o Governo do Estado criou o Parque Estadual do Morro Grande, garantindo a proteção integral de 10,8 mil hectares de Mata Atlântica na Região Metropolitana de São Paulo — uma demanda histórica de pesquisadores e ambientalistas. Com a nova unidade, as Unidades de Conservação estaduais passam a proteger quase 20% do território paulista, reforçando o cinturão verde e a resiliência ambiental da região mais populosa do Estado.
Dentro do Alto Tietê, há projetos importantes para garantir “cidades mais verdes” o que pode contribuir com o clima e evitar, por exemplo, desastres naturais.
A restauração e a conservação também avançaram por meio da ampliação dos Programas de Pagamento por Serviços Ambientais. Atualmente, São Paulo conta com 61 grupos de PSA em operação, beneficiando cerca de 1,4 mil famílias em iniciativas de conservação, restauração produtiva e manejo sustentável.
Para ampliar a escala e a sustentabilidade econômica dessas ações, o Estado avançou em modelos inovadores de remuneração ambiental. Em 2025, São Paulo lançou o Programa Estadual de Restauração e Conservação Ecológica, iniciativa pioneira que integra conservação, restauração e geração de ativos ambientais.
Todas essas ações estaduais, sem dúvida, podem contribuir com as cidades da região no sentido de fortalecer suas práticas de conservação, que são muito necessárias.