Os municípios do Alto Tietê estão de olho na Lei Orçamentária Anual (LOA) que fixa as receitas e despesas públicas do Estado em R$ 382,3 bilhões para 2026.
Uma parte dos recursos e projetos pode beneficiar as cidades.
O texto foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) no final de dezembro, com validade a partir de 1º de janeiro imediatamente após a publicação no Diário Oficial do Estado.
A LOA 2026 consolida prioridades da gestão comandada pelo governador Tarcísio de Freitas com foco na ampliação de serviços públicos essenciais, aportes em investimentos estratégicos, expansão de parcerias e concessões e rigor absoluto em relação à responsabilidade fiscal.
Pelo segundo ano consecutivo, o orçamento estadual para investimentos será um dos maiores da história. A previsão é de R$ 31,6 bilhões para aportes diretos e as chamadas inversões financeiras, que são aplicadas em projetos em conjunto com o setor privado, especialmente em projetos de infraestrutura e logística – um dos mais emblemáticos é o túnel Santos-Guarujá, que terá investimento total de quase R$ 7 bilhões.
O valor global do orçamento estadual para este ano supera o de 2025 em aproximadamente R$ 10 bilhões, assegurando recursos para a execução de políticas públicas em todo o território paulista. O orçamento mantém o equilíbrio entre receita e despesa e está alinhado ao Plano Plurianual (PPA) 2024–2027 e às diretrizes fiscais do Estado.
Na área da saúde, o orçamento previsto para 2026 alcança R$ 37,9 bilhões, um aumento de R$ 1,5 bilhão em relação a 2025. São recursos que garantem investimentos como a conclusão do Hospital Regional de Cruzeiro e o Hospital Estadual de Franca, ambos com entrega prevista em 2026, e a expansão da Tabela SUS Paulista, que já garantiu aportes de mais de R$ 8 bilhões em Santas Casas e serviços de saúde em todo o estado.
Para o ensino público de qualidade, a Secretaria da Educação terá novo recorde histórico com orçamento de R$ 33,3 bilhões, ante R$ 32,8 bilhões no ano passado.



