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Jornal Diário de Suzano - 29/07/2026
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Saúde animal

Assim como em humanos, envelhecimento de pets requer acompanhamento e cuidado preventivo

Segundo professora de Medicina Veterinária da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), cansaço extremo, perda de massa muscular, pelos brancos, alterações no sono ou desorientação dos animais de estimação exigem acompanhamento especializado

29 julho 2026 - 13h50Por da Reportagem Local

A idade chega para todo mundo e quem deseja um envelhecimento saudável busca acompanhar cada etapa desse processo de perto. Com os pets, o cuidado deveria ser igual, mas, infelizmente, nem todo tutor age com proatividade. “Muitos associam a velhice animal apenas ao fim da vida, quando, na realidade, ele representa uma nova fase que exige cuidados específicos”, alerta Thayná Neves Cardoso, médica-veterinária, professora da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), especialista em Fisioterapia, Reabilitação e Acupuntura Veterinária.

“Quanto mais cedo reconhecemos que o animal está envelhecendo, maiores são as chances de prevenir doenças, controlar a dor e manter qualidade de vida por muitos anos. Com os avanços da medicina veterinária, cães e gatos vivem mais do que há algumas décadas e, assim, o desafio deixou de ser apenas aumentar a expectativa de vida, mas garantir que esses anos sejam vividos com conforto e bem-estar”, destaca Thayná Neves.

Para a docente da UMC, é fundamental que os tutores não normalizem algumas mudanças e limitações de seus pets e as condicionem simplesmente ao avançar da idade: “Esses comportamentos frequentemente indicam dor, principalmente causada pela osteoartrite”.

A dor crônica é extremamente subdiagnosticada em cães e, principalmente, em gatos. Por isso, os tutores devem se atentar aos sinais mais comuns nesse processo de envelhecimento, que incluem dificuldade para levantar, relutância em subir escadas ou pular, redução das caminhadas e maior tempo dormindo, além de mudanças de comportamento e alterações cognitivas, como desorientação ou inversão do ciclo do sono.

“É importante destacar que muitos desses sinais não são consequência natural da idade, mas, sim, de doenças tratáveis. E um acompanhamento preventivo faz toda a diferença, garantindo monitoramento da dor, controle do peso corporal e de doenças crônicas, alimentação adequada para a idade e indicação de exercícios físicos compatíveis com a condição do animal, além de orientações para adaptações na casa para evitar escorregões e quedas”, ressalta Thayná Neves.

Outro ponto muito importante destacado pela especialista é a fisioterapia e a reabilitação veterinária: “Assim como acontece na medicina humana, essas terapias ajudam a preservar massa muscular, melhorar equilíbrio, reduzir dores articulares e retardar a perda funcional. Mais do que isso, tutores atentos realizam check-ups com maior frequência de seus pets idosos”.

A professora do curso de Veterinária da UMC recomenda avaliação clínica a cada seis meses, já que o envelhecimento dos cães e gatos ocorre de forma muito mais acelerada do que nos humanos. A ação é ação essencial para identificar doenças ainda em fase inicial, aumentando significativamente as chances de tratamento.

“O fator que muda tudo nesse cuidado é compreender que envelhecer não significa sofrer. Pequenas mudanças fazem grande diferença e a procura por ajuda médica veterinária deve acontecer antes que sinais dados pelo pet se agravem. Hoje, contamos com recursos como fisioterapia, reabilitação, hidroterapia, exercícios terapêuticos, laserterapia, acupuntura e controle multimodal da dor, que podem manter cães e gatos ativos, independentes e com excelente qualidade de vida por muitos anos, garantindo que o envelhecimento aconteça com conforto, autonomia e bem-estar”, concluiu a especialista.

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