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Jornal Diário de Suzano - 08/01/2026
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Cidades

Determinação judicial manda aterrar a Lagoa Azul em Suzano

Administração municipal informou que objetivo continua sendo a transformação daquele local em um espaço de lazer e contemplação

07 janeiro 2026 - 05h00Por Laura Barcelos - da Reportagem Local

A cava conhecida como Lagoa Azul, em Suzano, deve ser aterrada por determinação judicial, segundo a Prefeitura de Suzano. A Secretaria de Assuntos Jurídicos afirma que mantém contato com a empresa Mineração Jardim Monte Cristo, que deve realizar o serviço.

O local registrou mais uma morte por afogamento na última quinta-feira (25 de dezembro). A vítima, um homem de 23 anos, ficou desaparecida por cerca de 50 minutos e foi encontrada sem vida por mergulhadores.

A área pública é um passivo ambiental de extração mineral realizado desde 1950. Ainda segundo a administração municipal, a Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação desenvolveu um projeto de um parque no local, com área verde, espaço de caminhada e uma proposta de lâmina d’água para contemplação e apreciação da vista. A prefeitura salienta que ainda não há prazos para que isso aconteça.

Por sua vez, as Secretarias de Segurança Cidadã e de Manutenção e Serviços Urbanos realizam monitoramentos frequentes e cuidados no local. A administração municipal reforça que placas e faixas são afixadas com orientações sobre os riscos do uso, com vistorias constantes da Guarda Civil Municipal (GCM). 

Licenciamento

No ano passado, a Prefeitura de Suzano confirmou que está em andamento um processo de licenciamento para o aterramento da Lagoa Azul. O local voltou a registrar novas mortes por afogamentos. Desde o dia 25 de dezembro de 2024, três mortes foram registradas na ocasião. Na época, de acordo com a administração municipal, foi iniciado a criação de um estudo de ocupação da área.

O local, segundo a Prefeitura, é de um passivo ambiental resultante de extração mineral realizada desde os anos de 1950. Segundo a Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos, a última empresa a fazer a exploração foi condenada judicialmente a providenciar a recuperação do local, que é público, não particular. O processo de licenciamento para o aterramento necessário está em andamento junto à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), segundo informou a Prefeitura.
 

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