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Jornal Diário de Suzano - 21/09/2019
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‘Montanha de lixo’ em terreno do Miguel Badra preocupa população

Moradores se queixam que, por conta do descarte irregular, alagamentos e presença de pragas urbanas é recorrente

Por Daniel Marques - de Suzano06 SET 2019 - 23h10
Despejo irregular no local formou uma montanha, de materiais de construção, lixo doméstico e outros objetosFoto: Sabrina Silva/DS
O transtorno de viver próximo a uma espécie de ‘lixão’ a céu aberto é rotina para moradores da Rua Pricevicius Jonas, no Miguel Badra, em Suzano. Segundo eles, um terreno particular tem sido ponto para o descarte irregular de lixo, entulho e, até mesmo, o abandono de animais.
 
O despejo irregular no local formou uma montanha, de materiais de construção, lixo doméstico e outros objetos. O DS esteve no local e constatou, ainda, a existência de uma ponte de madeira, a qual, segundo moradores, foi colocada por pessoas para descartar entulho.
 
De acordo com a população, a ‘montanha de lixo’ diminuiu. Isto porque uma máquina teria passado e limpado parte há cerca de três dias. Mas, o problema voltou a persistir e aumentar dias depois. 
 
Por causa do acúmulo de lixo, um córrego, que passa ao lado do terreno, fica entupido, principalmente em dias de chuvas mais intensas. A via, inclusive, fica com alguns trechos alagados devido a esta situação. 
 
Moradores relatam que, com a soma desses problemas, as pragas urbanas, como baratas, ratos, varejeiras e, até mesmo cobras, invadem as residências recorrentemente. 
 
A estudante Jéssica Costa, 28 anos, diz estar cansada da situação. E se queixou que feirantes vão até o local para jogar restos de peixe no córrego, o que causa mau cheiro. “Não são os moradores que fazem isto. São pessoas de fora. Não há fiscalização para evitar isto”. Para ela, o problema poderia ser parcialmente resolvido com a instalação de uma caçamba. 
 
Uma placa alertando que despejar entulho no local é ilegal foi colocada pelo proprietário do terreno. Mesmo assim, os avisos não são respeitados. 
 
Segundo o encanador Isaias Pereira, 27 anos, as pessoas não respeitam as leis, tampouco os aviso “Queimam até pneus e fios aí. Já são mais de nove meses com essa situação”, relata.
 
Para a dona de casa Ana Andrade Trindade, 61 anos, a situação provocada pelo lixo tem como graves resultados em tempos chuvosos. “Em dias de chuva, eu só consigo sair da minha casa de barco. Como não tenho condições para comprar, não saio", ironiza. 
 
Outra moradora também emenda afirmando ter tido prejuízos por causa dos alagamentos. “Já paguei para retirarem até animais mortos daqui”, diz Ana Maria Costa, 59 anos. 
 
OUTRO LADO
 
Alan Marcelino é proprietário do terreno. Segundo ele, o local tem sido alvo frequente de despejos. “Tentamos minimizar, mas sempre jogam mais e mais (lixo). Daqui cerca de cinco meses, iremos construir um galpão”, diz. 
A Prefeitura afirmou, por meio de nota, que iria enviar uma equipe no local para limpar. Em relação à situação do esgoto, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) disse que enviaria uma equipe para o local. Preliminarmente, a empresa afirmou ter detectado um ponto de obstrução da rede coletora de esgoto em uma rua próxima ao local citado. 

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