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Jornal Diário de Suzano - 12/07/2024
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Cidades

Vacinação contra doenças respiratórias no inverno é essencial, alertam especialistas

Períodos de baixa temperatura e ar seco favorecem maior circulação dos vírus respiratórios, sobretudo, o da gripe

16 junho 2024 - 13h00Por da região

Pensando na proteção contra os vírus respiratórios durante o inverno, o Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), alerta a população para a importância da imunização contra influenza, vírus causador da gripe. 

Com a chegada do inverno, surge também o aumento dos casos de doenças respiratórias como, resfriado, bronquite, sinusite, gripes, além de suas variações como o H1N1 e H3N2, sendo a vacinação a forma mais eficaz de se proteger. “O vírus da influenza circula durante todo ano, entretanto, é no inverno que essa circulação se intensifica devido às baixas temperaturas e ar seco que propiciam a transmissão”, explica Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da SES. 

A permanência em locais fechados ou semifechados e sem ventilação natural, como creches, escolas e o ambiente domiciliar, também facilita a propagação dos vírus. “Enquanto o ar seco age no ressecamento das vias respiratórias deixando o sistema imunológico mais vulnerável a microrganismos invasores, as baixas temperaturas propiciam a sobrevida e a transmissão do vírus, por isso é tão importante a vacinação para se prevenir nesse cenário”, afirma a diretora. 

A SES orienta que a imunização seja realizada anualmente, anterior à chegada do inverno para que os anticorpos gerem a proteção necessária o quanto antes. A vacina está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). 

Diferença entre as doenças

A pneumologista Maria Vera Cruz, do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), diferencia as principais doenças e esclarece quais são as mais comuns neste período.
Por conta da maior concentração de poeira e poluentes no ar, ocorrem com mais frequência os quadros alérgicos neste período do ano. As mucosas ficam ressecadas e há aumento de crises de rinite, sinusite, faringite e asma.

O que difere as doenças é que a rinite é uma inflamação de crises alérgicas e que acomete o nariz. Já a asma é uma doença inflamatória crônica que ataca o sistema respiratório, especialmente os brônquios. A faringite, bem como a sinusite, são infecções que podem ser causadas por vírus e bactérias e não só uma simples alergia, inflamando a faringe e os seios da face, respectivamente.

Resfriados e pneumonias

A baixa umidade durante os meses de outono pode irritar as mucosas das vias aéreas e aumentar a probabilidade de infecções por diversos vírus, como rinovírus e adenovírus, responsáveis pelos resfriados e pneumonias.

O que pode contribuir para o aparecimento dessas doenças são as mudanças bruscas de temperatura, como é possível ver neste ano, saindo de um calor intenso de verão para uma frente fria que atinge o Brasil em uma mesma semana em que o outono chega. O brusco resfriamento das vias aéreas aumenta o risco de infecções virais. O mesmo pode acontecer com o uso de ar-condicionado, no qual pode haver ainda acúmulo de bactérias e outros agentes como legionella.

Gripe / Influenza

Com a queda de temperatura, normalmente as pessoas tendem a ficar mais tempo em locais fechados, o que ajuda a proliferar doenças respiratórias, uma vez que o vírus influenza tem alta transmissibilidade por espirro e tosse, além do contato direto das mãos e objetos comuns como corrimões e maçanetas.

Viroses

O mesmo explicado no caso de gripe acontece em quadros de virose, pois o tempo seco de outono favorece a colonização de vírus e infecções respiratórias, que têm rápida transmissão entre as pessoas. É comum as viroses causarem diarreia, febre, vômito, enjoo, dor muscular, dor na barriga, dor de cabeça, secreção nasal, entre outros sintomas.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

É um grupo de doenças respiratórias muito relacionadas ao tabagismo. Com o ar seco e a inflamação de mucosas entre os meses março e junho, há maior incidência da bronquite crônica (estreitamento das vias aéreas) e do enfisema (danos irreversíveis nos alvéolos).

Covid-19

Além de todas as doenças do outono, após a pandemia iniciada em 2020, é possível ainda confundir os sintomas provocados pelo coronavírus. Para diferenciar, normalmente, há o aparecimento de quadro inflamatório da garganta, evoluindo para tosse seca, seguida de espirros, coriza, mal-estar, febre, bem como fraqueza. É possível ainda identificar diminuição do olfato e paladar.