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Jornal Diário de Suzano - 16/08/2022
SESC AGOSTO 2022
COLUNA

Padre Carmine

E-mail para contato: pecarmine@yahoo.com.br

1º Domingo de Agosto: Dia dos Padres

05 AGO 2022 - 18h04

A vida do sacerdote exige uma continua união com Deus . 
Os grandes Santos e todos aqueles que se entregaram de maneira total e radical a Deus, sentiram que a própria vida estava plenamente repleta de amor e de união com Deus.
Mas tal vivência interior exige também grandes decisões e sólidas convicções para exercer um verdadeiro Sacerdócio.
Para ter o coração sempre pronto para amar a Deus, o sacerdote precisa purificar
Continuamente o seu coração. A purificação do coração é o ponto de partida para iniciar uma ascese que permita ao sacerdote limpar tudo aquilo que ofusca a beleza, a pureza e a transparência de sua vida sacerdotal, para que Deus possa morar nele e ser amado por ele.
O caminho ascético não é fácil: é lento, para com o tempo, é impedido pelos desejos da matéria e da carne, é condicionado pela sensibilidade com as coisas tangíveis, palpáveis e visíveis dos amores humanos.
A ascese ou purificação do coração manifesta todo o realismo da experiência humana impregnada de sentimentos e afetos pelas criaturas.
Não se trata apenas de orientar o amor natural e físico para Deus, mas também de 
eliminar do coração, receptáculo de desordem e de lances amorosos, tudo o que impede a união sincera e profunda com Deus, tudo o que poderia tornar-se ingovernável, terrível e perigoso.
Precisamos passar por contínuas e muitas vezes dolorosas purificações.
Com razão o poeta Gibran escrevia: “O amor coroa, mas também crucifica, amadurece, mas também poda”. Há um preço a ser pago para ter o coração sacerdotal e somente depois de um longo, constante e tenaz treinamento e tirocínio conseguiremos ter o coração purificado. Os sacerdotes se tornam fortes depois de um longo caminho, aprendendo a lutar contra a fraqueza e a fragilidade humana.
É impossível chegar à vitória pascal sem passar pela cruz e pelo combate necessário para alcançar a maturidade do espírito sacerdotal.
Sobretudo nos dias de hoje os sacerdotes precisam enfrentar muitas batalhas por viver numa sociedade hedonista e individualista. Talvez seja necessário versar e derramar muitas lágrimas e seguir adiante por longas e fadigosas peregrinações, antes de alcançar um coração purificado que permita ver a realidade em Deus e Deus na realidade.
Fazer um caminho de ascese significa vigiar cuidadosamente para selecionar e discernir tudo o que se passa pela mente ou agita o espírito, sabendo que muitas vezes, os sacerdotes se atrapalhamos com aventuras que comprometem o caminho da vida sacerdotal.
Nos dias de hoje o amor é usado, sobretudo pelos afetos terrenos, unicamente voltado para paixões que satisfazem o coração, mas não criam uma verdadeira união com Deus não levam a uma doação verdadeira.
Para o vocacionado e o consagrado, é necessário ficar sempre em alerta para não reduzir o ritmo de sua caminhada e, às vezes, prejudicá-lo definitivamente e inexoravelmente. 

 

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