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Jornal Diário de Suzano - 05/12/2021
COLUNA

Odete Reis

É palestrante e educadora financeira

Dinheiro versus Felicidade

28 AGO 2019 - 23h59
Os antigos centros comerciais e shoppings estão se tornando espaço de múltiplas soluções; deixando de ser apenas um lugar para compras e consumo para virar espaço de convivência. Tudo isso para chamar mais a atenção do consumidor, para mimá-lo com serviços, tecnologia e diversão. Para isso deixam o ambiente mais natural possível, com paisagismos e espaço de lazer e até investem em cinema para Pets.
Numa era de consumismo em que vivemos, gastar dinheiro comprando mais experiências, e não toda sorte de produtos para atender às necessidades subjetivas que promovam alguma satisfação pessoal, é uma tendência, não resta dúvida.
A decisão de comprar experiências pode trazer uma felicidade mais intensa e duradoura ao indivíduo em comparação à de comprar produtos, revelam as pesquisas.
As pessoas cada vez mais buscam a felicidade comprando experiências. O prazer de uma viagem de aventura ou jantar inesquecível não se esgota em si. A alegria e a felicidade das realizações dessas experiencias começam muito antes, no planejamento - quando se pesquisa, por exemplo, toda a literatura do lugar dos sonhos, antes de sair de férias. Esta sensação de bem-estar continua depois por muito tempo na memória de quem a viveu, na hora que a experiência é narrada aos familiares e amigos e, ainda, quando divulgada nas redes sociais.
O cheiro do carro novo é uma delícia, mas ele dura em média três meses ou até começar a cobiça pela versão mais nova, pelo novo modelo. Já a experiência com a viagem dos sonhos dura a vida toda. Quem nunca se pegou contando com todo entusiasmo, aos amigos e parentes, aquela viagem dos sonhos que realizou ou mostrando o certificado daquele curso tão desejado e difícil de concluir.
Mas, como os recursos financeiros são escassos e os desejos de consumo e realização de experiências são ilimitados, o grande desafio do consumidor está em fazer escolhas a todo o momento. Os consumidores são forçados a repensar suas prioridades de consumo, pois seus rendimentos são limitados em relação aos seus desejos.
Além disso, contam com a indústria do compra-compra mostrando atrativos para consumidores incautos, cada vez mais direcionados ao seu perfil. Procura-se atrair o indivíduo oferecendo uma situação, muitas vezes, inversamente proporcional aos seus desejos, anseios e reserva financeira; não raro tornando seu consumo hedonista, num processo que leva à necessidade de buscar outras compras que reproduzam a sensação de prazer. O prazer do consumo pode gerar a compra por impulso de toda a sorte de produtos: o carro novo, o eletroeletrônico de última geração, o vestuário da moda etc., sem necessidade.
A relação entre dinheiro e felicidade é muito tênue. Sabemos se o dinheiro representa mais status social e breve alegrias ou uma felicidade duradoura, na forma que sentimos, relatamos e expressamos nossas conquistas com o dinheiro. O pulo do gato aqui é dosar consumo consciente e necessário e gastos em experiência e realização dos sonhos, com alegrias duradouras.
“Viver para contar” como dizia o escritor Gabriel Garcia Marques em seus livros de memórias.
E você vive para contar boas experiências ou somente para consumir?

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