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Jornal Diário de Suzano - 11/07/2020
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Suami Paula de Azevedo

É escritor, responsável pela Mirambava Editora, palestrante e professor universitário. E-mail: suamiazevedo@uol.com.br

Pães e Vinho para Todos

14 FEV 2020 - 23h59
Recebi um convite. Ele me chegou lírico:
"Viestes?/ Então fica/ Não me digas nada/ Tomaremos uma taça/ Do licor desta poesia".
Estava lá o poema "Show da Madrugada". Sensível, sedutor.
Chegou-me às mãos no livro da minha amiga Lourdes Lu, a Poeta Lourdes de Campos Silva. Longo título: "Pães e Vinho para Todos. Amor e Poesia para os Convidados". Uma publicação bilíngue, português e espanhol, produzida pela espanhola Circulo Rojo Editorial, de outubro de 2019. São 127 páginas com poemas muito singulares. Bem do jeito que a Lourdes é, ela produziu seu trabalho em versos. Envolve? Sim, envolve e muito, mesmo que delicadamente, na sua maneira de contraditório.
Vejam esses versos, em "Tua Presença":
"Perto de ti/ Já não choro mais/ Se choro/ Choro de alegria/ Água em minhas faces/ Banhando meu dia/ As águas da tristeza/ Secaram nas fronhas". 
O que vai, o que vem, o que fica, o que se foi. Nada é igual. É assim a vida. Somos o que somos, o que vivemos.
A Lourdes vive hoje na Espanha. Tem lá seu trabalho, está gostando da nova vida. E a essa alegria somou-se esta publicação de versos em que se lança corajosa e, tenho certeza, satisfeita. 
Lourdes se foi daqui de Suzano. Deixou amigos, familiares, colegas, parceiros.
Conheci há umas tantas décadas, ela acabava de se formar em Letras. Foi lecionar Literatura. Trabalhamos juntos em Escola. Sempre quietinha, delicada em seguir os seus sonhos. Os alunos gostavam da sua forma de encantar. Quem a conhece sabe do seu modo tão pessoal de se pronunciar, baixinho, suave.
A reconheci mais adiante. No poema "Mar e Seus Problemas Pessoais":
"Hoje eu encontrei o mar um tanto triste/ Não me voltou a olhar/ Não era o mesmo mar/ O de ontem à tarde". 
E por aí seguiu.
Mas eu disse contraditório?
Como é esse discurso?
Então sintam:
"Sobre os erros que cometi/ Envergonho-me orgulhosa/ De todos eles/ Orgulho-me também de me perdoar/ Por todos eles/ Admiro-me por perdoar a mim mesma".
E segue no mesmo poema:
"Quando me vi já perdoada/ Saí correndo atrás de mim".
Isso foi o que nos disse no poema "Rio de Paz".
Ah, a Lourdes não é bem assim.
Mas será que o Poeta precisa imitar a realidade ou criar a sua própria? Que importa? O Poeta tem de dizer o que está lá dentro, não necessariamente do seu próprio interior de pessoa, mas aquele amplo interior do leitor. 
E a Poeta (ou será que prefere o tratamento de Poetiza?) nos convida ainda. Vejam nesse "Vinho Velho":
"Vem comer um pão com azeite/ Comigo/ Tenho um vinho velho aqui./ Traga-me aquelas taças./ Ah! Hoje quebrei aquele espelho acusador,/ Mas não cortei os pulsos, ainda./ Tenho umas taças antigas aqui,/ Traga-me o vinho velho./ Ah! Hoje quebrei as regras e os pratos,/ Mas, não equivoquei contigo, ainda./ vem dançar comigo.../ Fechar as velhas feridas ainda, abertas./ Vem traga-me os seus beijos... e as taças./ Os pães, azeite e o vinho.../ Ainda os tenho aqui./ então, vem me amar./ Me amar em grande estilo." 
A Apresentação é da Professora Marluce Nascimento, que reuniu a leitura de outros tantos parceiros. Mostra o quanto seus poemas nos atingem, Lourdes. 
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