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Jornal Diário de Suzano - 27/10/2021
COLUNA

Suami Paula de Azevedo

É escritor, responsável pela Mirambava Editora, palestrante e professor universitário. E-mail: suamiazevedo@uol.com.br

Que tal o Dia do Sorriso?

25 SET 2021 - 05h00

Olha, gente, passei uns apuros pelas ruas. Uma moça avançou o carro contra o meu olhando para mim. Dei luz alta, buzinei. Ela avançou. Entrei num canto e ela seguiu. Por quê? Não foi o único nesta semana. Vinha tranquilo quando um motorista virou e cortou a minha frente de modo extremamente perigoso. Fui surpreendido, mas consegui parar o meu carro. Um susto. Fiquei nervoso com aquilo e gritei para ele: “Vai pegar a mãe no lupanar?” Ele mostrou a mão do lado de fora do carro apontando o dedo médio. Me dei conta de que não vale mesmo a pena ficar irritado. Se o outro fosse desses criminosos que atiram poderia ter sido mais uma vítima. Minha família ficou apavorada c om minha tola reação. Desculpem! Esse meu não é o melhor exemplo.
Lembrei mais uma vez do Dia do Sorriso.
Há uns anos lembro de uma campanha de um Clube de Serviço, creio que foi no Litoral, com esse propósito, Dia do Sorriso, um dia por mês. Cada vez que alguém fizesse algo errado, especialmente motoristas, devia-se sorrir. É um aprendizado. Não é simples. Já tratei disso faz uns tantos anos.
Vou insistir, queria, sim, instalar o Dia do Sorriso na nossa Cidade. Um dia em que todo mundo e qualquer um de nós pudesse interiorizar/exteriorizar que vivemos juntos, que precisamos ser solidários, que precisamos ser tolerantes. Precisamos ter um mínimo de compreensão com as falhas alheias e, mesmo, com as nossas.
Ninguém é feito para ser solitário. Entendo com a atual pandemia assumirmos o isolamento, não é só questão de saúde, é de segurança também. Mas sabemos que muitos de nós sofrem pressões emocionais, que desequilibram.
Somos gente porque vivemos como gente, entre gente. Essa é a nossa semelhança. É onde nos identificamos, por onde parecemos ser iguais, se nos olham de longe.
Lembrei de um verso do Caetano Veloso naquela sua música “Vaca Profana”, em que diz assim: “de perto ninguém é normal”. Olhemos mais de perto as pessoas.
Seria bom viver num mundo onde todo mundo só goste do amarelo?
Não estou pensando em sociedade igualitária. Se todos tivermos as mesmas coisas, logo arrumamos um jeito de nos apresentarmos diferentes, de resultarmos diferente.
Queria o Dia do Sorriso para que a gente, mesmo quando fizesse uma bobagem no trânsito, sorrisse para o companheiro de rua ou de estrada, com um jeito de desculpa real. Você já viu como isso funciona? Você desarma quem vinha, em ponto de bala, para lhe matar.
O sorriso é um jeito de chegar, um modo encantador de continuar. O sorriso encanta. Isso mesmo, estou falando de encantamento, mundo mágico, lugar onde o bem floresce. Há coisa melhor que isso?
Claro que sei, gente, que as diferenças trazem conflitos. O ser humano é assim. Mas nem de longe pretendo acabar com os conflitos. Já consegui aprender que precisamos, sim, é administrar os conflitos. Estou convencido de que as diferenças é que nos levam à criatividade.
Administre os conflitos, gente, dê aquele sorriso de que é capaz.

 

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