sexta 28 de agosto de 2026Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 27/08/2026
Envie seu vídeo(11) 4745-6900
Coluna

A força da alegria

27 agosto 2026 - 05h00

A alegria tem um efeito terapêutico real e já comprovado pela ciência, uma vez que estimula a produção de substâncias químicas no cérebro, que melhoram a saúde física e mental. O sábio conselho dado por Neemias na reconstrução dos muros de Jerusalém mostra isso: "Não fiquem tristes, porque a alegria do Senhor é a força de vocês". (Neemias 8:10) A alegria que o Senhor nos proporciona transpõe circunstâncias difíceis e renova as nossas forças e o nosso ânimo. Em certos momentos da vida podemos até ficar tristes, mas não devemos permanecer assim por muito tempo. A verdadeira alegria começa com a certeza de que tudo o que passamos aqui neste mundo é temporário, e que Deus está usando até mesmo os tempos de aflição para completar a obra Dele em nós. Seja qual for a situação, por mais desesperadora que possa parecer, temos a certeza de que Deus está no controle de tudo. Portanto, precisamos confiar Nele! E descansar! Sem alegria ficamos vulneráveis em todos os sentidos. Esperamos sentir para agir. Mas que tal fazer o contrário?! Vamos fazer hoje algo que nos dê alegria e satisfação. Vamos criar uma atmosfera diferente em que a alegria seja cultivada. Vamos louvar o Senhor através de um cântico de adoração, através de uma oração de gratidão, através de uma leitura edificante; vamos conversar com pessoas, vamos fazer novas amizades; vamos ter um tempo de lazer; vamos praticar atos de bondade. O louvor traz alegria à nossa alma. Certa vez perguntaram ao compositor alemão Franz Joseph Haydn qual a razão de suas composições sacras serem tão alegres. Ele respondeu - "Não posso fazê-las de outro modo. Quando penso em Deus e em Sua graça manifestada em Jesus Cristo, meu coração fica tão cheio de alegria que as notas parecem saltar e dançar da pena com que escrevo". 
A Bíblia fala sobre o oléo da alegria. O óleo na antiguidade, especialmente na cultura judaica, tinha diversas funções. Era usado como cosmético para hidratar e iluminar o rosto e o corpo, para tratar feridas, como alimento, como medicamento, para ungir pessoas separadas para servirem como profetas, sacerdotes e reis; para ungir objetos, o que significava que os objetos ungidos estavam consagrados ao serviço do Senhor. O azeite era o símbolo da alegria, da saúde, da qualificação de uma pessoa para o serviço do Senhor. Era costume também ungir a cabeça ou os pés de convidados especiais com óleo perfumado como uma forma de dar uma recepção digna e alegre para um hóspede bem-vindo! No Salmo 30:5 o rei Davi afirma: "O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã". Isso significa que a tristeza é passageira e não deve ser alimentada. O profeta Isaías fala sobre o óleo da alegria. "E dar a todos os que choram em Sião uma bela coroa em vez de cinzas, o óleo da alegria em vez de pranto, e um manto de louvor em vez de espírito angustiado. Eles serão chamados carvalhos de justiça, plantio do Senhor, para manifestação da sua glória". (Isaías 61:3) O óleo trazia um refrigério, um bálsamo, uma mudança de condição. Deus já derramou o seu óleo de alegria através do Espírito Santo, o Consolador, que habita em nós. 
O profeta Habacuque em uma fase de sofrimento, dor e escassez, declarou: - "Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas; todavia, eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação". (Habacuque 3:17-18) Perplexo diante do que estava acontecendo e do que poderia acontecer com o seu povo, Habacuque escolheu viver com esperança e alegria. Muitas vezes nós olhamos para o quadro caótico diante de nós e ficamos contaminados por desesperança e tristeza. No tempo de Habacuque, o reino do Sul, Judá, estava prestes a ser invadido pelos caldeus, o que aconteceu de fato em 586 a.C. Isso significava a perda da liberdade, da terra, da casa, da família. Haveria a tragédia da falta de alimento pelo comprometimento da agricultura e pecuária. Tudo isso, contudo, não determinou o estado de espírito do profeta. Cultivemos a alegria!