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Jornal Diário de Suzano - 20/10/2017
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Casarão do Carmo em Mogi é reinaugurado após obras de reforma

Por De Mogi29 SET 2017 - 08h00
Marcus Melo destacou que o Casarão do Carmo ajuda a contar a história de MogiFoto: Ney Sarmento/PMMC
O prefeito de Mogi das Cruzes, Marcus Melo (PSDB), participou, nesta quinta-feira (28), da solenidade de reinauguração do Casarão do Carmo. O prédio, que faz parte do patrimônio histórico, cultural e arquitetônico da cidade, passou por obras de reforma e conservação, para seguir em condições de receber o público e suas atividades, com segurança e conforto.
 
“Devolver um prédio assim à população da cidade á algo muito gratificante, pois mostra que estamos firmes na meta de resgatar, manter e preservar a história da nossa cidade. Que esse prédio possa muito em breve estar repleto de crianças, jovens e idosos conhecendo e aprendendo mais sobre a história de Mogi”, destacou o prefeito.
 
Melo falou também sobre a realocação da Coordenadoria Municipal de Turismo, que agora passa a atender em duas salas do Casarão do Carmo, destacando que isso pode servir como uma importante ferramenta para alavancar o turismo local. “Mogi das Cruzes tem um grande potencial turístico e trazer o Turismo para um prédio como esse significa aproximar este segmento das escolas, da própria comunidade e também dos turistas e pessoas de outras cidades que venham conhecer Mogi. Isso certamente trará recursos para o município”.
 
O secretário municipal de Cultura e coordenador municipal de Turismo, Mateus Sartori, lembrou que esta foi uma obra que buscou resgatar e reproduzir com exatidão os materiais originais utilizados na construção do Casarão. Por isso, como justificou, foi um trabalho de quase dez meses de duração.
 
Sartori falou também que segue com a intenção de resgatar o antigo nome do museu, que antes se denominava Museu Mogiano. Para isso, fará um trabalho conjunto com a Secretaria de Governo, para a elaboração de uma minuta, que precisa ser aprovada na Câmara Municipal.
 
A presidente do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural, Artístico e Paisagístico de Mogi das Cruzes (Comphap), Ana Sandim, também falou sobre a importância deste trabalho. “Isso é uma prova de como o município está valorizando e preservando sua história. Nosso tempo aqui é curto, mas este prédio vai ficar para as futuras gerações. É muito bom que, aos 457 anos da cidade, estamos conseguindo manter de pré prédios como este”, frisou.
 
Com investimento de R$ 115.703,80, as obras compreenderam revisão e manutenção geral do prédio, mais restauro de algumas estruturas, em respeito às suas características originais. Os trabalhos tiveram início em janeiro, foram executados pela empresa Topus Terra e acompanhados pelas Secretarias Municipais de Cultura e Obras.
 
Entre os serviços, foram feitos revisão e melhoria no telhado, para a retirada de vazamentos e infiltrações, revisão de calhas, rufos e condutores, revisão e reforma nas portas e janelas, tratamento e recomposição de forros, recomposição de rodapés, pintura geral e revisão nas instalações elétricas e hidráulicas. A obra também compreendeu a recuperação de algumas características originais do prédio, que acabaram modificadas com o passar dos anos, como o piso e as paredes.
 
No caso do piso, além de inteiramente lixado a mão, ele recebeu revestimento com cera de carnaúba, em substituição à cera sintética que durante muitos anos foi ali aplicada. Também foi feita a troca, conforme identificada a necessidade, de tábuas e barrotes de madeira. Já o caso da parede, foi feito um amplo trabalho de identificação e reprodução da composição da taipa, para que ela pudesse ser reparada em total respeito à sua técnica construtiva original.
 
O Casarão do Carmo seguirá abrigando o Museu Visconde de Mauá – o antigo Museu Mogiano, que guarda em seu acervo parte significativa da história do município, com destaque para a bandeira deixada por D. Pedro I em sua passagem por Mogi das Cruzes, logo após a Proclamação da Independência do Brasil. O museu agora ganhou novos itens em seu acervo, como a cruz e a escada pertencentes à antiga Igreja do Rosário.

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