A fiscalização contra queimadas é essencial para coibir crimes ambientais, proteger a biodiversidade e preservar a saúde pública. Ela atua punindo práticas irregulares e evitando que pequenos focos se transformem em incêndios florestais incontroláveis, que destroem ecossistemas, afetam o clima e causam graves doenças respiratórias.
No Estado de São Paulo, o governo vem fazendo alerta e apoiando municípios no combate a essas ocorrências.
A Polícia Militar Ambiental iniciou nesta segunda-feira (25), por exemplo, a Operação Huracán, ação de fiscalização e prevenção voltada ao combate de queimadas e incêndios florestais em todo o estado de São Paulo. A operação segue até quinta-feira (29) e concentra esforços em áreas consideradas mais vulneráveis durante o período de estiagem.
As equipes vão intensificar o monitoramento de aceiros, margens de rodovias e ferrovias, estradas rurais, unidades de conservação ambiental e áreas de cultivo de cana-de-açúcar. O objetivo é identificar falhas na manutenção e situações que possam facilitar a propagação do fogo, especialmente em regiões de vegetação nativa e propriedades rurais com maior risco de incêndios.
Durante a operação, os policiais ambientais vão vistoriar as condições dos aceiros — faixas sem vegetação que funcionam como barreiras de contenção contra as chamas — além das faixas de domínio às margens de vias urbanas e rurais, onde pequenos focos podem rapidamente atingir grandes proporções.
Segundo o Comando de Policiamento Ambiental, a estratégia é atuar de forma preventiva para reduzir os impactos ambientais causados pelos incêndios florestais durante os meses mais secos do ano.
O objetivo é identificar falhas na manutenção e situações que possam facilitar a propagação do fogo
A Polícia Militar Ambiental reforça que provocar incêndios e utilizar fogo de forma irregular configura crime ambiental. Denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais da corporação e dos órgãos ambientais responsáveis.
A fumaça e a fuligem liberadas contêm partículas tóxicas que pioram a qualidade do ar, agravando doenças respiratórias crônicas (como asma e bronquite) em crianças e idosos. Por isso é importante o combate.



