Uma deliberação do Conselho Diretor da Agência de Águas do Estado de São Paulo, a SP Águas, decretou a escassez hídrica no Alto Tietê.
O DS teve acesso ao documento, que institui o protocolo com a decisão.
O estudo considerou séries históricas de chuvas e afluências, projeções climáticas e volumes dos reservatórios, além das regras de operação e outorgas vigentes.
A SP Águas destaca que a decisão se soma às demais medidas que têm sido tomadas desde o fim de agosto para remediar a situação de escassez hídrica nos mananciais.
A Sabesp, conforme ou DS já divulgou, adota duas ações imediatas na atual situação. A primeira, e mais urgente, foi a redução da pressão nos canos por oito horas no período noturno.
A Bacia Hidrográfica do Alto Tietê Cabeceiras tem 1.889 quilômetros quadrados de área de drenagem.
É constituída pelos rios Tietê (desde sua nascente até a divisa com Itaquaquecetuba), Paraitinga, Biritiba-mirim, Jundiaí e Taiaçupeba-mirim.
Nessa Bacia estão presentes os reservatórios Ribeirão dos Campos, Ponte Nova (no município de Salesópolis), Jundiaí (em Mogi das Cruzes), Taiaçupeba (na divisa de Mogi das Cruzes com Suzano), Biritiba (em Biritiba-Mirim) e Paraitinga (em Salesópolis). Os dois últimos são os mais recentemente concluídos.
Os reservatórios Ponte Nova, Paraitinga, Biritiba-Mirim, Jundiaí e Taiaçupeba-Mirim formam o Sistema Produtor Alto Tietê (Spat), um sistema em cascata, no qual os reservatórios são interligados por sistemas de túneis e canais, com a finalidade de aumentar a captação de água para o abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).
O sistema em cascata está em funcionamento desde junho de 1999 e atualmente disponibiliza um total de 10 m³/s de água, a partir da entrada em funcionamento dos reservatórios Biritiba e Paraitinga.



Agência SP Águas decreta 'escassez hídrica' no Alto Tietê - (Foto: Divulgação/Agência Brasil)




