A região registra, pelo menos, 4.788 pessoas com uso abusivo ou dependência de álcool em tratamento pelas redes municipais. Os dados são de Suzano, Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos. Segundo as prefeituras, os serviços incluem acolhimento psicológico, acompanhamento médico e psiquiátrico, atividades terapêuticas e suporte para reinserção social e familiar. Na região, os atendimentos são realizados principalmente por meio dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) e ambulatórios de saúde mental, com acesso por demanda espontânea ou encaminhamento das unidades básicas de saúde.
Suzano
Em Suzano, há cerca de 600 alcoolistas em tratamento, segundo a Prefeitura. A porta de entrada para o atendimento é a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que conta com psicólogos nos 24 postos de saúde do município. Os casos que exigem acompanhamento intensivo são encaminhados ao Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (Caps AD Vita III), localizado na rua Dr. Deodato Wertheimer, 33, na Vila Costa.
O acolhimento funciona de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas, e oferece hospitalidade 24 horas para pacientes já acompanhados que necessitem de cuidado intensificado por até 15 dias. Quando há necessidade de internação, o município aciona a Secretaria de Estado da Saúde por meio do Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo (Siresp), responsável pelos leitos especializados.
A Secretaria Municipal de Saúde salienta que o envolvimento da família é fundamental para o sucesso do tratamento, aliado ao acompanhamento multiprofissional oferecido pela Raps.
Mogi das Cruzes
Em Mogi, a Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar informa que o atendimento acontece no Caps AD, situado na rua Júlio Mobaid, 61, Vila São Francisco, que também recebe pacientes com dependência de outras substâncias. O acesso é por demanda livre, bastando comparecer apenas com os documentos pessoais para ser atendido.
Atualmente, o serviço conta com 2.538 pacientes ativos em acompanhamento. A pasta salienta que o principal objetivo é oferecer tratamento e acolhimento para os mogianos que apresentam quadros de dependência ou uso abusivo de álcool ou outras drogas. “Para que eles possam recuperar laços sociais, familiares, profissionais e de outras áreas da vida que possam ter sido prejudicadas com o vício”, destacou.
Ferraz de Vasconcelos
Em Ferraz, a prefeitura informa que há cerca de 150 pessoas em tratamento. O atendimento é realizado no Caps AD II, localizado na rua Carlos Gomes, 125, na Vila Romanópolis. O serviço funciona em regime de portas abertas, sem necessidade de agendamento prévio ou fila de espera. A administração municipal explica que o tratamento inclui acompanhamento biopsicossocial, atendimento individual e em grupo, oficinas terapêuticas e suporte médico com clínico geral e psiquiatra, quando necessário. A equipe é formada por psicólogos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e médicos.
Itaquaquecetuba
Em Itaquá, o Ambulatório de Saúde Mental possui aproximadamente 1,5 mil cadastros de usuários com perfil relacionado ao uso de álcool e outras substâncias psicoativas (SPA), segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Os atendimentos são realizados por meio da Rede de Atenção Psicossocial. Para maiores de 18 anos, a referência é o Ambulatório de Saúde Mental, localizado na avenida Emancipação, 125, Centro, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 7 às 17 horas.
O serviço oferece acolhimento, avaliação multiprofissional, acompanhamento psiquiátrico, psicológico e social, construção de Projeto Terapêutico Singular (PTS), atendimentos individuais e em grupo, além de articulação com a rede intersetorial quando necessário.
Já para o público infanto-juvenil, o atendimento é realizado pelo Caps Infantojuvenil (Caps IJ), localizado na avenida João Barbosa de Morais, 450, Vila Zeferina, que atende de segunda a sexta-feira, das 7 às 17 horas. O local acompanha casos de sofrimento psíquico associado ao uso de substâncias até os 17 anos. A administração municipal reforça que o tratamento é gratuito, sigiloso e baseado nos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), priorizando o acolhimento humanizado, a redução de danos e a reinserção social do usuário.


DEPENDENTES DO ÁLCOOL Rede pública faz atendimento na região - (Foto: Mauricio Sordilli/Secop Suzano)




