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Jornal Diário de Suzano - 14/07/2024
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Cidades

Desabastecimento noturno de água sem aviso prévio gera reclamações

Moradores afirmam que a pouco pressão de água nas torneiras prejudica quem utiliza o serviço

09 julho 2024 - 10h00Por de Suzano
Clientes da Sabesp, em Suzano e Poá, criticam o ‘desabastecimento noturno de água’ e queda de pressão nas torneiras, sem aviso prévio por parte da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
 
A estatal, que deve ser privatizada, informou, por meio de nota ao DS, que “o abastecimento é normal”. No entanto, esclareceu que desde a década de 1990 realiza na Região Metropolitana de São Paulo a gestão de demanda noturna de forma rotineira. 
 
“A prática é adotada internacionalmente e recomendada pela Comissão Europeia: quando há menos consumo, reduz-se a pressão nas redes a fim de evitar perdas por vazamentos e rompimentos (o que representa menos desperdício, menos manutenções e menos interferências nas vias); quando o uso é retomado, a pressão é reajustada”, informou.
 
De acordo com a Sabesp, imóveis com caixa-d’água obrigatória e com reservação para ao menos 24 horas, como determina o Decreto Estadual 12.342/78, “não sentem os efeitos de manutenções ou da gestão da pressão”. Mais informações estão disponíveis em http://www.sabesp.com.br/reducaopressao/.
 
Não é o que os moradores de bairros como Jardim Santa Helena, Monte Cristo e Imperador constatam. A falta de água noturna se estende, em algumas vezes, até perto da manhã do outro dia. “É lamentável. A água chega no outro dia sem pressão. Apenas um filete”, disse Arnaldo Mendes, que foi um dos moradores que ligaram para a redação do DS na última semana. De acordo com a Sabesp, para verificar casos pontuais de desabastecimento, a Sabesp precisa do endereço do imóvel, para que uma equipe seja enviada ao local a fim de verificar a situação.
 
“A Companhia segue à disposição dos clientes pelos canais de atendimento: WhatsApp 11 3388-8000, pelo telefone 0800 055 0195 ou pela Agência Virtual no site www.sabesp.com.br”, informou.
 
Desde 2022 as reclamações ocorrem com mais frequência. No primeiro trimestre daquele ano, a Sabesp teve o maior número de reclamações ligadas ao abastecimento de água desde a crise hídrica atravessada pela Grande São Paulo, entre 2014 e 2016.Ao todo, a Sabesp foi alvo de 129 queixas direcionadas à Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado) entre janeiro e março deste ano, o maior número desde o 1º trimestre de 2015. 

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