terça 28 de abril de 2026Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 28/04/2026
Envie seu vídeo(11) 4745-6900
Cidades

Moradores da Vila Figueira denunciam terreno abandonado

04 outubro 2019 - 10h09Por Fernando Barreto - de Suzano
Um terreno baldio na Rua Julio Alberto Mathey, na Vila Figueira, tem levado medo aos moradores e comerciantes da região, pois é freqüentado por usuários de drogas. O local temido possui um prédio de seis andares, ainda inacabado. A obra possui apenas a parte estrutural e atualmente está todo pichado.
 
A reportagem conversou com o corretor Rodrigo Almeida, dono de uma imobiliária na rua, que informou ter adquirido três imóveis no prédio. Ele informou que sempre presencia pessoas pulando o muro ou estourando a corrente e festeja que nunca aconteceu nada grave com ele e seu comércio. "Essa obra está abandonada faz tempo. Sempre vejo pularem o muro, principalmente de noite. Recentemente teve uma briga aqui, parece que alguém roubou uma bicicleta e escondeu no terreno. Nunca me aconteceu nada sério, mas ficamos preocupados", explicou o corretor.
 
Fagner Moura, dono de uma concessionária de carros na Avenida Antônio Marques Figueira, conta que seu estabelecimento foi roubado sete vezes em um ano de funcionamento.
 
"Eu precisei subir o muro, porque do terreno baldio para cá era muito fácil pular. Estou aqui há um ano, e já me roubaram sete vezes. Eles entravam e levavam rádios de carros, escadas", disse Fagner.
 
Thais França, que mora próximo ao local e passa diariamente na rua, conta que "acha muito perigoso a situação, pois sempre vejo muitas pessoas pulando". Ela completa, informando que "as pessoas são desde os mais velhos até os mais jovens".
 
O DS encontrou o proprietário do terreno, que se chama Antônio Fain. Atualmente ele é dono de uma loja de roupas, e explicou que sabe dos problemas do local. "Eu sei dos problemas, já troquei as correntes, troquei o portão, mas não resolve".
 
Mas ele explica que o terreno é de propriedade dele, mas em acordo foi passado para outra empresa, a mesma que construía o prédio. "Fiz um acordo há três anos com uma construtora, mas eles sumiram. Para eu finalizar a obra é preciso fazer o desacordo".
 
Ele completa, informando que "mesmo não sendo o responsável direto pelo local, vai procurar um pedreiro para subir o muro e evitar novas invasões". Questionado sobre comunicar a Polícia Militar, ele disse que contatou uma vez e soube que a população também chama quando precisa, "mas nunca resolveram o problema".
 
SSP
 
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo foi procurada pela reportagem, e em nota disseram que a Polícia Militar realiza policiamento diário na região e está a disposição para ajudar a administração municipal, quando necessário.
 
"De janeiro a agosto, as polícias paulistas apreenderam nove toneladas de entorpecentes na região metropolitana. Paralelamente às ações de policiamento ostensivo e preventivo, a PM presta apoio, sempre que necessários, às equipes de saúde e assistência social do município que atuam na região", informou a nota.

Deixe seu Comentário

Leia Também