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Jornal Diário de Suzano - 20/10/2017
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Orelhões ainda ‘sobrevivem’; são 6,3 mil nas cidades da região

Na maioria, os aparelhos permanecem sem danos físicos. Alguns estão mudos e outros funcionam normalmente

Por Aline Moreira - Especial para o DS08 OUT 2017 - 08h15
Orelhões são escolha, principalmente, quando o celulares não funcionamFoto: Sabrina Silva/Divulgação
Em meio ao uso dos celulares, os orelhões ainda "sobrevivem" a era da instantaneidade. Segundo dados divulgados pela empresa de telefonia Vivo, a região do Alto Tietê conta com 6,3 mil orelhões, sendo 419 em Arujá, 166 em Biritiba Mirim, 577 em Ferraz de Vasconcelos, 252 em Guararema, 1.233 em Itaquaquecetuba, 1.747 em Mogi das cruzes, 430 em Poá, 93 em Salesópolis, 308 em Santa Isabel. 
 
Números em Suzano
 
Em Suzano, existem aproximadamente 1.163 orelhões espalhados pela cidade. Em sua maioria, eles permanecem sem danos físicos. Alguns estão mudos e outros funcionam normalmente. 
 
Encontrar pessoas que utilizem esse tipo de serviço não é algo corriqueiro, mas andando pela Praça João Pessoa, no centro, o DS encontrou um usuário. Gildevan Gomes, de 32 anos. Ele é agricultor e havia acabado de chegar de viagem de Pernambuco. Estava utilizando o orelhão para ligar para um amigo. 
 
"Precisei utilizar o orelhão porque meu celular descarregou", disse sorrindo. Ele disse que utiliza o orelhão com certa frequência, em Pernambuco utiliza mais. 
 
Utilização
 
A Vivo divulgou em nota que, em 2016, 70% dos telefones públicos da Vivo tiveram utilização menor que 1 crédito por dia e 30% tiveram zero utilização.
 
O taxista Cirilo Rodrigues, de 60 anos, revela que não é com frequência que ele vê alguém usando os orelhões. 
 
"Se tem alguém usando, na maioria das vezes são idosos". Ela ainda conta que com o uso dos celulares, a utilização dos telefones públicos se tornou obsoleto por causa dos novos aparelhos. Os comerciantes em frente a Praça João Pessoa compartilham da mesma opinião. 
 
Eles destacam que a venda dos cartões telefônicos é diária, porém não é um número grande. Geralmente os compradores são idosos ou pessoas que tiveram problemas com seus celulares, como por exemplo, falta de bateria. 
 
Desta forma, os orelhões ajudam quando os celulares deixam os usuários na mão. Sobre a manutenção, a operadora possui sistema remoto que detecta defeitos nos aparelhos. "Realizamos vistorias periódicas e presenciais dos orelhões", finaliza a empresa. 

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