O projeto de um “piscinão” no Rio Una, em Suzano, já foi encaminhado ao Governo do Estado de São Paulo e está recebendo ajustes para que a licitação possa começar. O valor da obra está estimado entre R$ 130 milhões e R$ 150 milhões.
As informações são do secretário de Manutenção e Serviços Urbanos de Suzano, Samuel Oliveira, que participou do DS Entrevista na última semana.
O chefe da pasta explicou como funciona o projeto. “O rio Una se junta com outro rio e corta o Centro de Suzano. O projeto que temos é uma grande caixa de retardo dessas águas. Na prática é como um ‘semáforo’: sinal verde para uma via e vermelho para outra. Um rio vai estar com a fluidez, enquanto o outro tem o ‘sinal vermelho’, segurando sua água até que o fluxo volte à normalidade”.
Os ajustes, de acordo com o secretário, estão sendo feitos por meio de um diálogo entre os engenheiros do projeto e do Governo do Estado de São Paulo.
O fluxo voltaria à normalidade quando a água do rio “transbordasse” a caixa de retardo. “Acaba sendo uma barragem natural, sem comportas que abrem e fecham. Armazena um volume de água e, quando der a cota, tem um extravasor natural. É uma grande caixa de concreto que, automaticamente quando chega no nível máximo, começa a extravasar. Tem cálculo hidrológico para tudo isso”, explicou.
O piscinão ficaria próximo ao encontro dos rios, nas proximidades da rotatória do Sol Nascente. Os bairros que mais serão beneficiados com o piscinão, de acordo com o secretário, são a área central como um todo, Vila Amorim, Vila Urupês e bairros próximos. “Conseguiríamos controlar e dosar o fluxo das águas desses bairros”.
O secretário falou sobre a estimativa de custo, além de ressaltar a importância de uma parceria com o Governo do Estado para ajudar com os gastos.
“Temos uma estimativa, porque o valor mesmo só aparece quando licitarmos, mas está em torno de R$ 130 milhões e R$ 150 milhões. Por isso o município precisa do Estado. Nesse caso, essa parceria está estabelecida e esperamos, em breve, ter a licitação e a obra”, continuou Samuel.
O secretário ainda falou sobre a limpeza do rio Tietê, que tem sido feita no trecho de Suzano pela SP Águas. Samuel é coordenador do Grupo de Trabalho de Drenagem do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) e também abordou o desassoreamento nas demais cidades da região.
“Sempre acompanhamos o trabalho, é de total interesse. É o rio Tietê que leva nossas águas embora. Se não fluir bem, nossos rios não vão fluir bem. Estamos acompanhando, é um pleito do Condemat também. Não somente o desassoreamento em Suzano, mas em todo o trecho que corta o Alto Tietê, que possamos ter a limpeza permanente do rio. Não basta limpar uma vez, o trabalho é contínuo. Ainda não terminou. Não estamos reclamando, mas entendemos que o trabalho valoroso tem que continuar em uma periodicidade maior”, disse.


Projeto de 'Piscinão' no Rio Una prevê investimento de até R$ 150 mi - (Foto: Isabela Oliveira/DS)




