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Jornal Diário de Suzano - 06/05/2026
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Cidades

Região enfrenta falta de 73 tipos de medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde

Medicamentos fornecidos pelo Estado seguem escassos e com atraso nas entregas, segundo levantamento

07 agosto 2022 - 05h00Por Guynever Maropo - de Suzano
Pelo menos 73 medicamentos estão em falta nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) das cidades da região, conforme levantamento do DS em pesquisa às secretarias de Saúde.
 
Em Suzano, as 24 Unidades Básicas de Saúde (UBS) estão com escassez de sete medicamentos nas farmácias. A cesta de medicamentos da Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) segue com 90% do estoque. O índice é considerado dentro das metas estabelecidas. 
 
De acordo com a Secretaria de Saúde de Suzano, alguns medicamentos fornecidos pelo governo estadual estão escassos. É o caso da Amicacina. Outros também de responsabilidade do Estado estão com as entregas atrasadas. Exemplo é o adesivo de nicotina.
 
A Secretaria esclarece que dois grandes fornecedores, por meio do governo, solicitaram a descontinuação temporária da fabricação. Os motivos são comerciais que ocorreram em meados do ano passado.
 
Dos medicamentos adquiridos pela Prefeitura, a nitroglicerina 5mg/ml, medicamento para infarto agudo do miocárdio e hipertensão pré-operatória, está em situação de emergência. “O fabricante alega escassez no mercado”, informou a pasta.
 
Os outros seis medicamentos que estão suspensos são: Azitromicina suspensa por falta nos fornecedores; o Budesonida spray nasal, a Secretaria aguarda resposta do fornecedor para o pedido. Já o Espironolactona 25 mg teve a produção interrompida por dois fabricantes.
 
O Dipirona Ampola está em falta nas unidades. Segundo a pasta, o maior fabricante do País, responsável por cerca de 50% da produção nacional, solicitou a descontinuação da fabricação.
 
O Risperidona comprimido está escasso, devido ao atraso dos fornecedores na entrega. A pasta esteve em contato com o fornecedor que garantiu a normalização da distribuição em até 15 dias.
 
As soluções fisiológicas de grande volume, soros aplicados em prontos-socorros e hospitais, estão em falta em todo o país. Inclusive nos postos de saúde de Suzano. Nas unidades municipais de emergência os estoques também estão abaixo do normal. 
 
O mercado público depende de diversos fatores complexos para alterar os remédios que compõem a Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (Remume).
 
A pasta trata com os fornecedores a entrega, caso não esteja dentro dos trâmites legais. A secretaria também verifica caso a caso. Negocia com demais fornecedores as compras que podem ser realizadas emergencialmente. “Estamos negociando com fornecedores preços dentro dos parâmetros de mercado”, esclareceu a Secretaria. 
 
O município atua constantemente para a melhoria contínua desses processos e busca alternativas para substituir os diversos itens que estão em falta.
 
Ao todo, cinco cidades do Alto Tietê confirmam defasagem
 
Ao todo, cinco cidades do Alto Tietê confirmaram defasagem de medicamentos nas farmácias das Unidades Básicas de Saúde. A maior foi identificada em Santa Isabel com 44 medicamentos. Itaquaquecetuba segue com 11 remédios escassos.
 
As Prefeituras têm buscado soluções para atender a demanda dos cidadãos. A produção dos medicamentos está escassa devido aos impactos da pandemia. Os fornecedores alegam falta de matéria prima.
 
Suzano registrou defasagem de sete medicamentos nas UBS. Mais dois remédios em falta por responsabilidade do Estado.
 
Santa Isabel tem 44 medicamentos escassos nas 12 farmácias dos postos de saúde, incluindo nos Programa de Agentes Comunitários de Saúde (Pacs).
 
Os remédios em falta são variados, exemplos são: xarope loratadina, losartana 50 mg, sinvastatina, budesonida de 32 mg e 50 mg, espironolactona 25 mg, fluconazol 150 mg, gliclazida 30 mg, gliclazida 60 mg, miconazol creme dermatológico e hidróxido de alumínio.
 
O município orienta, aos pacientes que utilizam remédios contínuos, fazer a aquisição pela Farmácia Popular. 
 
A Secretaria explica que os pedidos são feitos pelas UBS à Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) mensalmente. O atendimento é feito de acordo com o estoque local. No entanto, há casos de postos que ainda têm estoque nas farmácias.
 
Santa Isabel aguarda a entrega da Fundação para o Remédio Popular (Furp) e de outros fornecedores. Mas se necessário realiza aquisição para suprir as demandas.
 
Itaquaquecetuba tem defasagem de 12 medicamentos nas 17 unidades de UBS e Unidade Básica da Família. Sendo que dois o município aguarda a entrega dos remédio azitromicina suspensão oral e dexametasona creme.
 
Os medicamentos em falta são: aminofilina comprimido, amiodarona, amoxicilina suspensão 250mg, captopril comprimido, diclofenaco comprimido, miconazol, sulfato ferroso gotas, vitaminas do complexo B comprimido e paracetamol comprimido
 
A Secretaria informa que na falta de medicamento, é orientado a retirada com a receita, e custo zero, no programa do Governo Federal Farmácia Popular. 
 
O município aguarda o processo licitatório para a aquisição dos medicamentos. Frequentemente cobra os fornecedores para agilizar a entrega. Os remédios também estão em falta devido ao desabastecimento nacional. 
 
Para a secretária de Saúde, Ariana Julião, o prejuízo com a falta dos medicamentos é minimizado com a devida orientação aos pacientes. “É informado pelos atendentes de farmácia do dia das entregas. Também explica sobre a possibilidade de retirada em qualquer drogaria cadastrada no Programa Farmácia Popular", disse a secretária de Saúde.
 
Em Mogi das Cruzes, há quatro medicamentos em falta devido à ausência de empresas interessadas no pregão, modalidade de licitação utilizada por entes federados para aquisição de bens e serviços comuns, realizada pela Prefeitura.
 
A Secretaria de Saúde informa que a falta ocorre em todas as unidades de saúde dos municípios. Os medicamentos são: aminofilina, dexametasona, buscopan e dexclorfeniramina. A pasta está adotando a substituição por medicamentos da mesma classe terapêutica. 
 
Já em Poá, as classes medicamentosas que sofreram mais impactos são os antibióticos (amoxicilina, cefalexina e azitromicina). Também os antialérgicos ( loratadina e prednisolona). São faltas eventuais de medicamentos de uso contínuo. O estoque é prejudicado por curto período.
 
Os medicamentos são distribuídos em todos os dispensários das 12 Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município. A Secretaria de Saúde se esforça para fazer a compra destes itens. Em alguns casos, faz parceria com os demais municípios através das permutas.

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