Suzano tem se destacado pelo acompanhamento humanizado que está sendo oferecido às gestantes do município e os cuidados no período pós-parto, tanto para as mamães quanto para seus bebês.A cidade registrou cerca de 38 mil consultas na Atenção Básica voltadas à saúde materno-infantil ao longo de 2025, e distribuiu aproximadamente 600 kits entre abril do ano passado e março deste ano para as mulheres que deram à luz no Hospital e Maternidade de Suzano (HMS).
O trabalho que é desenvolvido na rede municipal começa até mesmo antes das mulheres engravidarem e oferece todo o apoio necessário nos meses de gestação, incluindo os atendimentos para aquelas que apresentam gravidez de alto risco e os cuidados devidos associados à saúde de cada uma.
Para proporcionar esse suporte, Suzano conta com a “Rede Alyne”, um programa de saúde materno-infantil que atua nos postos de atenção básica e garante o cuidado integral a gestantes e bebês, com ações de aconselhamento, planejamento reprodutivo (incluindo inserção de Implanon) e acompanhamento de gestações de alto risco, visando a redução da mortalidade materna.
Este programa já prevê um fluxo de ações por meio do qual a mulher que pretende engravidar procure um posto de saúde mais próximo a sua residência e converse com a enfermeira em acolhimento para informar o desejo de engravidar. Na unidade, a mulher recebe todas as orientações e prescrições de medicamentos e vitaminas necessárias para iniciar a futura gestação.
A atuação segue quando a mulher apresenta atraso menstrual ou suspeita de gestação e retorna à unidade para realizar o teste de urina e confirmar a gravidez. Com o resultado positivo, ela já é acolhida pelo enfermeiro da unidade para iniciar a abertura do pré-natal e todos os cuidados necessários, incluindo avaliação odontológica, visto que as alterações hormonais da gestação podem aumentar os riscos de gengivites e cáries, além de infecções bucais graves que podem acarretar parto prematuro e baixo peso ao nascer.
A partir deste momento, a mulher já começa a ser monitorada pela equipe de Saúde da prefeitura, que agenda as consultas de pré-natal (com médico ou com enfermeiro) e solicita exames de rotina como ultrassonografia e exame de sangue, já ficando agendada a coleta de testes rápidos de HIV, hepatite e sífilis. O acompanhamento da gestante visa, no mínimo, seis consultas de pré-natal na gestação, e, quando a mulher tem algum risco aumentado, é avaliada pelo médico, que poderá encaminhá-la para acompanhamento de gestação de alto risco.
Com o avançar da gravidez, o fluxo da “Rede Alyne” já prevê novas etapas voltadas ao atendimento às mulheres que podem dar à luz a qualquer momento. Neste caso, a gestante, ao chegar à unidade, é acolhida no pronto atendimento da mulher, onde é realizado o cadastro e abertura de ficha. Em seguida, ela é encaminhada para a triagem de enfermagem, momento em que ocorre a classificação de risco, conforme protocolo institucional.
Após a triagem, a paciente é direcionada para avaliação médica. Com base na análise clínica e obstétrica, são definidos os possíveis desfechos: alta médica, quando não há indicação de intervenção no momento; indicação de indução do trabalho de parto; encaminhamento para o setor de Pré-parto, Parto e Pós-parto (PPP), nos casos de trabalho de parto ativo; e internação na clínica ginecológica, quando identificado quadro patológico que necessite de tratamento e acompanhamento hospitalar. Todo o processo é conduzido visando a segurança materno-fetal e a adequada classificação de risco, garantindo assistência oportuna e qualificada.
Respeitando o tempo de cada uma, o acompanhamento segue até o momento do parto, onde são proporcionados os atendimentos necessários no trabalho de parto. Assim que as mães dão à luz no HMS, a prefeitura também segue com os cuidados até o momento em que elas vão deixar a unidade. Por meio de uma parceria entre Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS) e o Fundo Social de Solidariedade, são entregues itens essenciais para os primeiros cuidados do bebê, que incluem toalha de banho, fraldas descartáveis, pomada para assaduras, xampu, mantas, meias, luvas e roupas para recém-nascidos.
Neste contexto, são contempladas as mães que atendem aos critérios estabelecidos pela iniciativa, já que a mulher precisa ser moradora de Suzano, comprovar a realização de no mínimo sete consultas de pré-natal na rede pública e estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico).
O secretário municipal de Saúde, William Harada, destacou que o atendimento humanizado é uma marca do trabalho desenvolvido em Suzano. “Buscamos assegurar o acolhimento às mulheres em todos os momentos, garantindo as orientações no momento em que elas desejam engravidar, dando o suporte durante a gestação e cuidando delas ao longo do parto, assim como no momento em que elas vão para casa”, ressaltou o titular da pasta.
Por sua vez, a presidente do Fundo Social de Solidariedade, a primeira-dama Déborah Raffoul Ishi, reforçou a importância da entrega dos enxovais. “Vamos continuar com as entregas dos kits de maternidade. Este é um momento único na vida dessas mulheres, e poder contribuir para que ele seja mais acolhedor e seguro é algo que nos motiva a continuar com essa ação”, apontou ela.
Já o prefeito Pedro Ishi destacou que o cuidado com as gestantes e os recém-nascidos é uma prioridade da administração municipal. “Estamos fortalecendo cada vez mais a rede de acolhimento e cuidado às mães suzanenses, garantindo um atendimento humanizado desde o planejamento da gestação até o pós-parto. Nosso compromisso é oferecer suporte, segurança e dignidade para que esse momento tão especial seja vivido da melhor forma possível pelas famílias da nossa cidade”, afirmou.



Cidade registrou cerca de 38 mil consultas na Atenção Básica ao longo de 2025 e distribuiu aproximadamente 600 kits em um ano para as mães que deram à luz no HMS - (Foto: Wanderley Costa/Secop Suzano)




