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Jornal Diário de Suzano - 11/07/2020
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COLUNA

Eduardo Caldas

Foi candidato a prefeito em Suzano em 2004. É professor de Gestão Políticas Públicas na USP

A crise que assola o mundo e o Brasil

25 MAR 2020 - 23h59
O mundo é assolado por uma pandemia: o vírus COVID-19 se dissemina e com ele uma infinidade de informações e desinformações sobre o enfrentamento à referida pandemia.
No caso do Brasil, sobrepõem-se a isso, a falta de coordenação política entre os três níveis de governo e a ausência completa de uma liderança nacional que, como toda e qualquer liderança, indique o caminho a seguir.
Vejo a questão da pandemia tanto pela perspectiva individual quanto pela coletiva, ambas intrinsecamente conectadas.
Do ponto de vista individual, diante da disseminação do vírus e de seu impacto desigual, afetando com maior letalidade os mais velhos, os mais frágeis e os mais pobres, sem, no entanto, livrar os demais, acredito que o mais importante é frear o contágio, o que exige o absoluto isolamento social.
Frear o contágio é um gesto de auto preservação e de solidariedade. Segundo os médicos, principalmente epidemiologistas, a maioria absoluta das pessoas terá contato com o vírus. Então não se trata de evitá-lo, mas de frear o contágio, de "dar tempo ao tempo", para que os profissionais de saúde e os cientistas tenham tempo de agir e de acolher os acometidos.
Do ponto de vista coletivo, trata-se de diminuir o ritmo da economia, das transações, dos contatos, das feiras, do comércio e, ao mesmo tempo, garantir renda para a sobrevivência.
Nessa toada, o governo de Maricá (RJ) desenvolveu nesse curto intervalo um conjunto de ações despejando R$ 80 milhões na economia local), dentre as quais destaco seis:
1. O Cartão Mumbuca, cartão da moeda comunitária local, passa para M$ 300 por mês por três meses, despejando, feita a conversão para o real, R$21 milhões na economia local;
2. O Abono Natalino foi antecipado para 40 mil beneficiários do Cartão Mumbuca, o que equivale a mais R$5,4 milhões.
3. Foram distribuídas 24,4 mil cestas básicas, uma para cada aluno da rede pública municipal, entregues em casa, para evitar aglomeração.
4. Pagamento de um salário mínimo (R$1.045,00), por três meses a autônomos e informais, com recursos públicos municipais. Para acessar o recurso é preciso comprovar o trabalho para autônomos e o MEI para os informais, que terão ajuda para retirá-lo.
5. Abertura de linha de crédito de R$20 milhões para os empresários locais.
6. Suspensão da cobrança do ISS fixo e do IPTU dos idosos acima de 60 anos.
Na mesma direção, Inglaterra, França e EUA anunciaram formas de garantia de renda para os mais necessitados: pagamento de 80% do salário de quem recebe até 2,5 mil euros por mês; isenção do pagamento de luz, água e aluguel; chegues governamentais como forma de renda mínima; garantia de salário e manutenção de emprego, mesmo sem necessidade de trabalhar.
Apesar do "desgoverno" nacional, da ganância e do "salve-se quem puder", há esperança. Lembro de Dom Paulo Evaristo Arns que tinha como lema "de esperança em esperança" e do sociólogo Herbert de Souza (Betinho), esperançoso diante da morte em duas ocasiões: desenganado pelos médicos em decorrência de uma tuberculose, foi salvo pela descoberta da penicilina; e mais tarde, portador do HIV, manteve-se esperançoso em seus tratamentos e na expectativa da cura.
Olhado para os muitos governos nacionais, para o exemplo de Maricá (RJ) e alimentado pela esperança de Dom Paulo e de Betinho, faço minha quarentena.
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