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Jornal Diário de Suzano - 11/10/2019
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COLUNA

Suami Paula de Azevedo

É escritor, responsável pela Mirambava Editora, palestrante e professor universitário. E-mail: suamiazevedo@uol.com.br

A Palavra nos Chega?

29 JUN 2019 - 00h18
Esta semana começou com São João, o “Santo Festeiro”, me disse um garoto. Pensei no quanto dizemos sem atenção aos valores outros passados por nossas palavras. Isso significa muito para mim. Fui Professor, por esses tantos anos (será que deixamos de ser ao nos aposentarmos? Muitos ainda me chamam assim...). O significado da palavra sempre me encantará, não deixarei nunca de poetar. O verso domina o meu olhar.
Num Poema, “A Palavra”, já há uns tantos anos, tentei sintetizar o que para o Poeta representa essa invenção do homem:
“como uma estrela/ chega quando chega a Lua/ flutua solta como o Sol/ é mais que um brilho/ ilumina antes da noite vingar/ umedece no orvalho da madrugada/ desperta-nos e dispõe o dia/ irradia a beleza do ser/ marca a missão de acertar/ e a escolha de bem fazer/ é o sabor da palavra lida/ que a vida nos concedeu” 
Assim pode sentir o Poeta de quando essa coisa mágica que se nos oferece para percebermos o Universo vai nos achegando. Mas se qualquer um de nós, seres humanos, pararmos para observarmos com mais calma essa coisa fantástica da palavra, com certeza, sentiremos todo o envolvimento que nos toma.
Faz pouco me passaram a confirmação da descoberta do primeiro alfabeto do mundo, o Alvão, criado há 6.000 anos na região de Trás-os-Montes, em Portugal. Não tem nada a ver com o alfabeto latino, que usamos hoje. Pois é, isso mesmo, o alfabeto só expressa sons, e a construção da palavra precisa do alfabeto para existir.
Mas a Poesia não vive só do som. A gente precisa de mais do que os sons. Precisamos também da ausência deles. 
Por isso lhes trago outro Poema, “Silêncio”, outras imagens, outras ideias:
“custa-me tanto este silêncio/ dói em mim o seu eco ressoante/ como um vão vibrar de energias/ que se aproximar percebemos/ a ignorar todo o perigo/ sem atrever o abandono//
“a voz que na neblina me foge/ deixa de ser um lamento/ faz-se distante dos braços/ a mendigar uma atenção de infância/ pede ousada e claudicante um tempo/ de encontro e poesia//
“se o meu sopro terno é frágil/ canto de pedra solidão e fantasia/ nem alcanço mais os seus ouvidos/ é porque me escapo dos dedos/ sem me encontrar nesse manto de relva/ que desenha o meu caminho//
“com delicadeza continuo meus passos/ seguindo o perfume das tuas mãos/ sempre no meu sentido/ a perder-me em meio à luz/ na escuridão em que fulguras/ sei é lá onde me acho//
“talvez seja apenas silêncio/ que ainda me traz nessa busca/ mas quanto me custa”
Quando deixamos de escrever, e isso ocorre a qualquer um deste ofício, uma sombra, uma bruma nos bloqueia o passo a dar adiante.
Por isso finalizo, lhes trazendo um tanto da magia. “Como se Faz o Poema”:
“queria o poema/ silente qual singela emoção/ vindo no seu olhar mágico/ criando iluminados horizontes no mar//
“queria o poema/ como tépida brisa no rosto/ aquele perfume silvestre/ que traz a doce luz do luar//
“queria o poema/ com a gente bailando no verso/ ao som do gesto sutil/ na eterna vontade de cantar//
“queria o poema/ escapando fluido das mãos/ alçando o voo mais inocente/ vibrando melodias no ar//
“queria o poema/ como ele se faz”
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