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Jornal Diário de Suzano - 18/09/2019
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COLUNA

Suami Paula de Azevedo

É escritor, responsável pela Mirambava Editora, palestrante e professor universitário. E-mail: suamiazevedo@uol.com.br

Mulheres!

08 MAR 2019 - 23h59
Sei lá, acho que aprendi em casa a respeitar as mulheres. Minha Mãe tinha a sua força sensível. Ela falava delicadinho, mas era a única pessoa que mudava uma decisão do meu pai. Era respeitável, sem dúvida. E quando ela decidia, sabíamos, estava mesmo decidido.
O Poder Feminino, desde o início, lá no lado familiar, é de extrema importância. Se a Mãe não equilibra as coisas, a Família corre todos os riscos, inclusive de se despedaçar. Trata-se de uma necessidade. Sem isso todos os membros se tornam frágeis.
Nunca fui desses que precisam gritar, ou usar a força para se fazerem respeitar. Desde a adolescência sempre pude dispor de papéis de liderança. Isso diminuía os choques. E sempre tive parceiras e amigas que apoiavam minhas propostas. O que também facilitava o meu percurso. 
Mas também sei que nem todos são desse modo. E alguns, até para se verem melhor, precisam passar por sobre os outros, especialmente se forem mulheres. O que, no meu entendimento, é uma demonstração de fraqueza. O fraco sempre vai tentar se sobrepor. Vai querer ser chefe. Compreender que em vez de chefe deveria tentar ser líder, alteraria todo o seu enfoque da vida a que se propõe. Muitos preferem mandar, serem obedecidos. Por que não ser líder? Aquele que é seguido pelos demais? 
As mulheres da minha vida sempre me foram companheiras. Quando não eram, se por acaso se mostravam adversárias, ficava no meu canto, evitando as lutas, quase sempre desnecessárias. Nunca entrei nessa de iniciar uma disputa porque o outro lado era feminino. Verdadeiramente, sempre valorizei as mulheres. E nunca me arrependi disso. Nunca vi e nem vejo agora, depois desse longo pedaço da minha vida, uma razão para mudar meu procedimento. 
Claro que temos de saber que o lado feminino não tem características iguais ao do lado masculino. São propriedades específicas. A serem respeitadas. Mas não devem ser colocadas em afrontamento um ao outro. Entendo mais que devem se completar. Como todos os seres humanos deveriam buscar alcançar.
Desde o início do meu trabalho, a Poesia sempre mirou o Ser Feminino. Não há como negar. Seja o lírico ou o mais sensual ou o mais racional. É parte de mim como é parte de todos. Cada um tem a consciência que alcança. Sempre senti a Mulher como um ser especial. Nem sempre fácil, por vezes contraditório, mas imprescindível. Não me sinto humilhado por umas meninas que hoje se portam como coisas. Existem, sempre teremos, exemplos lindos, magníficos.
Há quase vinte anos lancei no meu livro “Pelo Caminho com o Vento” o seguinte poema “Poder Feminino” ou “Ser Mulher Sempre”:
“o poder da mulher é/ ser o poder ser/ sempre/ aquele ser permanente/ que falta/ consente/ nega e afirma/ o que sente/ e mente/ sobre o que nem sente/ deveras/ ser que pode/ ser querendo/ tempo e rio/ ou não ser/ rua e vento/ vivendo/ agora e nunca/ o poder/ da mente/ mãos e olhos/ e coração/ poder de força/ sedução/ como quem chega/ quem vai/ não vem/ e nunca se esvai”
Caros leitores, as marcas femininas sempre serão doces.
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