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Jornal Diário de Suzano - 24/08/2019
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COLUNA

Suami Paula de Azevedo

É escritor, responsável pela Mirambava Editora, palestrante e professor universitário. E-mail: suamiazevedo@uol.com.br

Nosso Tanto de Jazz

14 JUN 2019 - 23h59
Não vou falar da dança. Refiro-me à música. Coisa antiga, dos afro-americanos no Sul dos Estados Unidos, lá atrás, na sua origem. Claro que hoje não está mais tão amarrada, mas com suas liberdade de interpretação, nesse ponto exatamente a música foi assumindo a contribuição de todo o país Norte-Americano. 
Ainda pelo final do século XIX, especialmente dos estados do Sul, na região de Nova Orleans, os antigos escravos se reuniam e cantavam e tocavam num modo que os caracterizava bem. Certo tinha ligações tanto com os cantos feitos durante o trabalho agrícola, mas também com os seus eventos religiosos. Tinham uma espécie de diálogo, como jeitos de perguntas e respostas, algo como uma polirritmia, improvisações e um balanço, o tal do “swing”. 
No início do século XX a expressão “Jazz” começa a se espalhar referindo-se àquele modo de tocar. Com o fim da Primeira Grande Guerra, os músicos do Sul vão se distribuindo por todo o País. Para o Norte, vários se estabelecem em Chicago. Outros seguem para o Oeste, Texas, até chegarem a Califórnia. Outros, claro, chegam a Nova York.
Evidente, a coisa não foi parando, gêneros foram se adaptando, se integrando e ampliando a expressão jazzística. Começaram a aparecer aí por volta de 1910 umas orquestrações, a mais conhecida foi a ainda hoje chamada de “dixieland”. Depois, continuando, vem as renomadas “big bands” por volta de 1930 e 1940. E vai avançando, com a contribuição do “bebop”, ainda em meados da década de 1940. E a coisa não para, avançando em múltiplas formas de expressão.
E os Jazz vai deixando de ser algo de expressão exclusiva dos afro-americanos para se alargar para todos os gêneros e raízes. E até hoje não parou, ainda que muitos voltem às manifestações antigas, tradicionais. Hoje o que temos é uma variação ampla. Contudo, sempre sentimos o tanto em comum com um século lá distante.
Não há como negar as influências de fora dos estados Unidos. O Jazz se espalhou muito largamente pelo mundo. O conhecido Jazz Latino fez-se uma realidade. A contribuição de europeus é inegável. E, sem nenhuma dúvida, a nossa Bossa Nova é uma linha familiar ao Jazz, juntando origens próximas, Samba e Jazz, dos afro-americanos e afro-brasileiros. 
Qualquer um de nós encontra suas próprias semelhanças. Com toda convicção não há como escapar de um Louis Armstrong, tocando e cantando. Ele passou por todas as épocas e ainda nos afeta. A minha geração foi atingida pelos jovens da Califórnia, gente como Dave Brubeck. Miles Davis já foi um transformador. Mas me encanta o tanto de invenção de Thelonious Monk. Isso só para citar alguns mestres. Mas como não ser seduzido por um instrumental como os arranjos e composições de Duke Ellington? 
E as nossas Damas? Sarah Vaughan, para mim uma revelação por demais envolvente. E a fantástica Ella Fitzgerald, ditando caminhos por anos a fio? E a doce Billie Holiday, essa iluminada direção? 
Não tenho espaço aqui para expressar todos. Quem conhece sabe do encantamento. Quem não conhece tente identificar. Vão amar.
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