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Jornal Diário de Suzano - 24/06/2018
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COLUNA

Sueli Barão

É evangélica, professora escreve aos domingos

Preciosas

11 MAR 2018 - 01h00
Convivi muito com minha avó materna. Éramos grandes companheiras. A história de minha avó é semelhante à de muitas outras mulheres de sua época. Muito jovem foi obrigada a se casar com o homem escolhido pelos pais, tendo que abrir mão do homem a quem verdadeiramente amava. Teve quase dez filhos, cuidava da roça, da casa e não pôde frequentar a escola. Não sabia ler nem escrever. Sabia, no entanto, lidar bem com dinheiro, dar troco e administrar como ninguém. Ficou viúva cedo. Em razão disso, os filhos começaram a trabalhar precocemente. Conseguiu com poucos recursos criar e educar os filhos. A casa dela era grande e bem cuidada - um jardim maravilhoso na frente, que ela mesma cultivava, e um pomar nos fundos. Ela cuidava de tudo - cozinhava, bordava, costurava e, como toda boa mulher, toda semana levava flores de seu jardim para depositar no túmulo de seus pais e de meu avô, que não foi um marido tão bom assim! Esse é um pequeno recorte da história de dona Maria, minha querida e distinta avó, que nos deixou em 1974. Uma época, uma história, uma condição feminina!
Noemi e Rute (sogra e nora) eram duas mulheres viúvas que tentavam se sustentar com muitas dificuldades na terra de Israel, durante a época dos juízes. Era uma época perigosa para mulheres sozinhas e desprotegidas. Depois de enfrentarem as perdas de marido e filhos, no caso de Noemi; do marido, no caso de Rute, elas precisavam ainda lutar pela sobrevivência. Rute acabou colhendo espigas nos campos de um homem importante, chamado Boaz. Quando Rute contou isso a sua sogra, Noemi exclamou: "Esse homem é nosso parente chegado e um dentre os nossos resgatadores". (Rute 2:20) Na condição de parente próximo do marido morto de Rute, Boaz, voluntariamente, pagou o preço de proteger Rute e suprir as necessidades tanto dela quanto de sua sogra. Ele se casou com Rute e tiveram um herdeiro, que fez parte da genealogia de Jesus Cristo. Tudo isso nos mostra o amor e o cuidado de Deus para com Rute. Boaz se tornou o resgatador de Rute. Apesar de as feministas criticarem o resgate de Rute, feito através de um homem, esse ato tipifica o que Cristo fez por nós. Cristo nos resgatou. Ele pagou um preço, um alto preço por nós!
Quero aproveitar as histórias de Rute e de minha avó como gancho para uma breve reflexão sobre a condição feminina. É fato que as mulheres, nos dias atuais, ganharam visibilidade e independência. Em razão dessas conquistas, há um discurso muito forte de que elas são autossuficientes. Mas, se formos analisar , a vida das mulheres não está nada fácil. Elas têm sobrecarga de trabalho, dão conta de muitas coisas ao mesmo tempo, não são mais tratadas como o sexo frágil e, às vezes, penso que até gostariam disso; são "cobradas" ao extremo, em todos os sentidos, tendo que mostrar que, realmente, "dão conta do recado", e ainda são vítimas frequentes de violência. Não foi isso o que Deus planejou para as mulheres. Deus fez a mulher idônea e capaz de muitas realizações, mas também a fez sensível, terna, frágil em alguns aspectos, feminina, carente de proteção e cuidado, digna de amar e ser amada. Talvez, seja necessário refletir sobre toda essa independência feminina, sem apego exagerado a determinadas ideologias, pois parece que as coisas não mudaram tanto assim! 
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