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Suami Paula de Azevedo

É escritor, responsável pela Mirambava Editora, palestrante e professor universitário. E-mail: suamiazevedo@uol.com.br

Data Magna Paulista

10 JUL 2020 - 23h59
Faz pouco, em 9 de Julho, comemoramos em São Paulo a nossa Data Magna, conforme Lei Estadual. É a data mais importante de nosso Estado. Já lutei bastante, sem maior sucesso, para que por todos os cantos paulistas comemorássemos. Bem, ainda não desisti. 
Por isso o significado dessa data deve ser conhecido. Vem da luta de 1932 pela Democracia, Constitucionalidade, Liberdade, pontos fundamentais para todo cidadão. Os paulistas lutaram com e por suas vidas nesses temas. Assim, temos de celebrar mesmo.
Ninguém nasce sabendo história, ela deve ser ensinada, tanto em casa, de pais para filhos, como, evidentemente, na escola como prática real. Sei que hoje tudo isso parece "chato". Consegui há anos para Suzano Legislação que obriga o ensino de História Local. E daí? Quem sabe algo? Então, como cobrar a História do Estado? Mas ainda entendo que todos os que sabem devem repassar aos demais nossa História e nossos Valores.
A 23 de Maio de 1932 tivemos a morte de 4 jovens (MMDC), por tropas do governo federal, depois mais um quinto jovem veio a falecer. A luta armada da Revolução Constitucionalista, se estende do dia 9 de Julho a fins de Setembro daquele ano, atingindo também o Alto Tietê. Muitos pelotões se alojaram por aqui antes de partirem às batalhas nos limites com os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Parece-me importante, aqui e agora, retomar informações sobre o mais importante símbolo da "paulistanidade", a nossa Bandeira Paulista. 
Sim, de fato, o nosso hoje Pavilhão Paulista foi oferecido como desenho para ser a nossa Bandeira Nacional, mas, como disse há uns tantos anos, na introdução ao meu poema "Bandeira Paulista": "Se em 1888 não representaste a República Nacional/ Envolveste em 32 o sonho de liberdade dos nossos heróis/ Como ilustras agora as certezas de fruto/ Neste terceiro século a que chegas". 
E mais adiante explicito esse porquê em versos:
"Pavilhão desta terra/ Que flameja alto neste mastro/ A união das origens da nossa gente/ Em negro amarelo branco e vermelho/ No amado espaço azul sobranceiro/ Receba o nosso juramento de fiel respeito/ Nas treze listas em que retomas/ Os ideais maçons da América vista/ Seja dia ou seja noite oferecemos agora/ O sangue do nosso peito/ Para nos quatro cantos da rosa dos ventos/ Garantir a paz do Brasil/ Orgulhosos do solo paulista". 
Tentemos entender, treze listras horizontais, branco e preto, seja dia ou seja noite, lembram o modelo republicano dos Estados Unidos, estabelecida pelos seus líderes maçons. O mapa do Brasil, em azul, fica sobre um círculo branco, de paz, num fundo vermelho retangular, recebe quatro estrelas douradas em cada canto do Brasil, que demonstram as quatro cores das nossas etnias formadoras, porém, mais do que isso, indicam que amaremos nosso País, acima de tudo, estejamos onde estivermos. 
Tenhamos orgulho de nossos Símbolos Paulistas, nós que permanecemos nesta Unidade da Federação. E saibamos o significado de cada forma, com amor. 
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