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Jornal Diário de Suzano - 09/05/2021
COLUNA

Suami Paula de Azevedo

É escritor, responsável pela Mirambava Editora, palestrante e professor universitário. E-mail: suamiazevedo@uol.com.br

Educação, Cultura, Humanismo

10 ABR 2021 - 05h00
Olha eu voltando a estes temas. Mesmo nestes tempos difíceis, acredito, temos de refletir sobre como nós agimos, como nós somos de fato, como nos tornamos.
Mesmo recolhidos em casa, e, até mais por isso, temos de ocupar nossa mente com atividades que nos ocupem para o bem. Nada de se deixar levar pelo mal, cabeça erguida e o olhar voltado em direção à Claridade. Podemos e devemos produzir o bem. Isso nos fará melhor. Nesta Semana Santa temos tanto a rememorar, tanto a reviver. E podemos. Sem arrogância, com humildade, no exemplo de Jesus na lavagem dos pés, como os servos de seu tempo o faziam. Busquemos a Luz. Olhe adiante no seu caminho, continue, você o constrói ao caminhar.
A vida toda me debrucei sobre as questões de cultura. Em tantos de seus aspectos. Não vou me voltar aqui para a violência. Mesmo sabendo que, talvez até por estarmos juntos em mais tempo, em casa, descontrolamos nosso jeito e deixamos a concórdia secundarizada e os mais próximos podem ser nossas vítimas. Não tem nada a ver com classe social. Cuidemos disso.
Já vi comentado que a violência viria, simplesmente, da falta de educação. Mas pode-se observar que gente com cursos universitários não deixa de ser violenta. Demonstra, é verdade, capacidade maior ou para eximir-se de culpa ou para alcançar a impunidade. O que não reduz as suas responsabilidades. Acrescente-se que a melhoria da escolaridade, quase sempre, é acompanhada da melhoria das condições econômicas e sociais. As estatísticas confirmam.
Não vou discutir aqui as várias concepções que a palavra “cultura” já recebeu ao longo da história, mas destaco que essa expressão já teve compreensão (para quem a dispunha) de ser mais refinado, mais sensível, mais gentil, mais “humano”. Essa compreensão, vamos reconhecer, está se perdendo, cada vez mais, no tempo e no espaço, na alegação de que seria supérflua, portanto desnecessária.
A escola pode ajudar, mas jamais vai conseguir tudo sozinha. A família é fundamental nisto, que precisa ser o projeto de toda a sociedade, formalizado pelos governos. Sem fortes políticas públicas ficará pior. Muitas escolas, especialmente públicas, tem parcas condições de higiene, e pessoal (professores e servidores) não preparado para atender os alunos nos dias de hoje. Só vacinar não resolve. A gestão do sistema educacional brasileiro já era deficiente antes da pandemia, com ela demonstrou uma piora imensa. 
Assim, é de se refletir, por que um técnico em contabilidade, um engenheiro, um policial, deveriam aprender sobre música, artes plásticas, poesia, a ser sensível ao outro? Lembro do tempo em que se afirmava: “um professor não é um sacerdote, é um técnico”. Sem dúvida, o professor deve ser bem preparado e bem pago, coisa bastante recusada nos dias de hoje, o que dará muito prejuízo logo adiante. Mas, não esquecer, nenhum profissional será melhor se não tiver alcançado o humanismo.
Será que sensibilizar mais as pessoas as enfraquece mesmo? Ou as torna mais capazes de viver o nosso mundo de hoje?
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