Recâmbio de moradores em situação de rua é um serviço de assistência social que ajuda pessoas em situação de rua a retornar para sua cidade de origem. O programa é oferecido por prefeituras e geralmente inclui o auxílio para a compra de passagens de ônibus, organização do transporte e, se necessário, ajuda para a emissão de documentos, com o objetivo de facilitar a reunificação familiar e o acolhimento pela rede de assistência social local.
Em Suzano, a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social realizou 33 recâmbios de pessoas em situação de vulnerabilidade social entre janeiro e setembro de 2025. O mecanismo consiste em viabilizar o retorno de cidadãos em situação de rua para municípios onde possuem vínculos familiares ou comunitários, assegurando oportunidades de reinserção e reconstrução de laços. O caso mais recente foi o recâmbio de uma mulher para São Miguel dos Campos, em Alagoas, no início do mês.
O recâmbio é uma ferramenta para fortalecer os laços familiares e sociais, especialmente para pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Ele busca oferecer um caminho para a reconstrução de vida, permitindo que a pessoa retorne a um ambiente com o qual possui vínculos afetivos e de pertencimento.
Em Suzano, cada recâmbio exige um trabalho minucioso, que vai muito além de providenciar uma passagem. É preciso construir um processo de confiança, escuta e articulação entre o usuário, os técnicos de referência e a família que receberá o morador.
Há um importante impacto da ação na vida das pessoas atendidas.
De acordo com a Prefeitura, cada recâmbio representa muito mais do que o deslocamento físico de uma pessoa.
Uma possibilidade importante de reconstrução de laços afetivos, de oportunidades de reinserção social e da possibilidade de oferecer dignidade a quem muitas vezes perdeu tudo.
O trabalho não é simples, mas um compromisso assumido com responsabilidade e humanidade.
O caso mais recente foi o de uma mulher que havia chegado a Suzano após uma trajetória migratória que começou em Santa Catarina, passando pela capital paulista até chegar ao município, onde permaneceu cerca de 25 dias em situação de rua. Abordada inicialmente pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), ela foi acolhida pela Casa de Passagem Madre Teresa e acompanhada pela equipe técnica até a confirmação da recepção por familiares, em Alagoas. Todo o processo foi custeado pela administração municipal.



