Homens motociclistas entre 20 e 34 anos são os que mais morrem no trânsito do Alto Tietê, segundo dados do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga). Entre janeiro e maio deste ano, a região registrou 75 mortes, sendo que 59 vítimas eram do sexo masculino e 37 estavam em motocicletas.
O levantamento do perfil das vítimas considerou a faixa etária, gênero, tipo de veículo, se a vítima era condutora, pedestre ou passageiro, os dias da semana (segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo) e os horários (manhã, tarde, noite e madrugada) de cada morte.
Do total de óbitos, 37 foram registrados como motocicletas, o equivalente a quase metade das mortes. Em seguida aparecem os pedestres (18), os ocupantes de automóveis (14) e os ciclistas (5). Em uma ocorrência, o tipo de veículo não foi informado.
Os dados também mostram que os condutores somam a maior parte das vítimas fatais. Ao todo, 45 pessoas mortas no trânsito estavam na direção do veículo, enquanto os passageiros somam dez. Em dois casos, a condição da vítima não foi identificada.
Em relação à faixa etária, os jovens adultos foram os mais atingidos. Pessoas entre 20 e 34 anos respondem por 29 das 75 mortes registradas na região nos cinco primeiros meses do ano. Na sequência, de 35 a 49 anos, são 16 registros; de 55 a 69, 14; de 70 ou mais, sete; e de 0 a 19 anos, sete ocorrências.
O levantamento ainda aponta que os sábados foram os dias mais violentos no trânsito do Alto Tietê, com 18 mortes. As segundas-feiras aparecem na sequência, com 13 óbitos. Já em relação ao período, à noite, com 22 mortes, registra mais ocorrências, seguida pela madrugada (20), tarde (17) e manhã (16).
Dados da região
Mogi das Cruzes liderou o número de mortes no trânsito no período, com 26 registros. Desses, 19 vítimas eram homens e 13 estavam em motocicletas. A maior concentração de mortes foi entre pessoas de 20 a 24 anos, com seis casos, seguida pela faixa de 30 a 34 anos, com cinco. Os condutores representaram a maior parte das vítimas, com 16 ocorrências.
Itaquaquecetuba contabilizou 13 mortes, sendo 12 homens. Os motociclistas concentraram nove ocorrências e os condutores, 12. A faixa etária de 20 a 24 anos foi a mais atingida, com quatro vítimas, seguida pelo grupo entre 25 e 29 anos, com três mortes.
Suzano registrou dez óbitos no período. Sete vítimas eram homens e cinco estavam em motocicletas. Os pedestres responderam por três mortes e os condutores por seis. As faixas etárias mais atingidas foram de 60 a 64 anos e de 65 a 69 anos, ambas com dois registros.
Em Arujá, foram contabilizadas nove mortes, sendo oito homens. Os motociclistas responderam por cinco ocorrências, enquanto os pedestres foram três. A faixa entre 45 e 49 anos concentrou o maior número de vítimas, com três casos.
Ferraz de Vasconcelos registrou quatro mortes, todas envolvendo homens e pedestres. Já Santa Isabel contabilizou três óbitos, todos de homens. Dois eram pedestres e um motociclista e a faixa de 30 a 34 anos registrou uma ocorrência, assim como a de 35 a 39 anos e a de 55 a 59 anos.
Guararema teve quatro mortes no trânsito, dois homens e duas mulheres. Os pedestres responderam por três ocorrências e uma para um condutor de automóvel.
Biritiba Mirim registrou três óbitos, sendo dois homens. As três vítimas eram motociclistas e duas delas estavam na faixa de 20 a 24 anos.
Poá teve uma morte no período, envolvendo um homem entre 20 e 24 anos, que era pedestre. Salesópolis também registrou um óbito, de um homem entre 45 e 49 anos, motociclista e condutor.



Motociclistas entre 20 e 34 anos são as principais vítimas - (Foto: Divulgação/Adobe Stock)




