Três cidades do Alto Tietê estão entre as dez menos desiguais da região metropolitana, segundo o Mapa da Desigualdade da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), divulgado nesta quinta-feira (6). O estudo inédito foi realizado pela Rede Nossa São Paulo e o Instituto Cidades Sustentáveis e reuniu os 39 municípios da Grande São Paulo.
No ranking, Poá aparece na 5ª posição, seguida por Suzano (7ª); Guararema (9ª); Arujá (13ª); Santa Isabel (14ª); Salesópolis (15ª); Mogi das Cruzes (19ª); Biritiba Mirim (26ª); Ferraz de Vasconcelos (28ª); e Itaquaquecetuba (32ª).
Seis cidades da região aparecem à frente da capital, que ocupa a 16ª colocação.
O Mapa reúne 40 indicadores sociais, econômicos e ambientais, organizados em nove áreas temáticas, para retratar as desigualdades e as diferentes condições de vida nos 39 municípios da região. O levantamento foi feito com base em números públicos, como DataSUS, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e outros.
A região figura em lugares de destaque nos indicadores. No saneamento, Poá tem 100% da população atendida com rede de esgotamento sanitário. Enquanto na coleta seletiva, Suzano tem apenas 1,7% da população atendida.
As desigualdades também aparecem na área de mobilidade. Em Ferraz, 42% das pessoas com renda inferior a meio salário mínimo levam mais de uma hora para se deslocar ao local de trabalho.
Na área da educação, o Mapa mostra jovens entre 18 e 19 anos que concluíram o ensino médio. A cidade com o melhor indicador é Guararema (86%). Já Salesópolis apresenta o pior desempenho, de 52%.
Na habitação, Itaquá concentra a maior proporção de moradores em favelas e comunidades urbanas, com 24,7%. Por outro lado, Salesópolis e Santa Isabel registraram percentual igual a zero neste indicador.
O estudo mostra que as desigualdades metropolitanas não se organizam em uma única direção, as cidades possuem estruturas distintas. Assim, o mapa permite identificar as necessidades e vulnerabilidades de cada cidade. "Há municípios vizinhos, integrados pelos mesmos fluxos econômicos e populacionais, mas com condições muito diferentes de acesso a direitos e serviços públicos. O diagnóstico territorial é fundamental para orientar investimentos, fortalecer a cooperação entre as prefeituras e fazer as políticas públicas chegarem primeiro aos locais onde as vulnerabilidades são mais acentuadas", comenta Jorge Abrahão, coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo e do Instituto Cidades Sustentáveis.



POÁ Cidade é a melhor colocada entre as dez do Alto Tietê em desigualdade - (Foto: Nivaldo Alves/Secom Poá)




