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Jornal Diário de Suzano - 19/11/2017
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Polícia Federal cumpre mandados em Mogi e Itaquá por fraude na Previdência

02 JUL 2015 - 08h00

 A Polícia Federal, em ação conjunta com o Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal, deflagrou ontem a Operação Trânsito, com o fim de desarticular grupo criminoso que fraudava a Previdência Social com auxílio de servidores públicos, advogados e profissionais da área da saúde, em São Paulo. Estima-se um prejuízo de R$ 21 milhões.

Foram cumpridos 44 mandados de busca e apreensão em duas cidades da região, sendo elas Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes, e também em Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Mongaguá, Osasco, Santana de Parnaíba e São Paulo. Participaram da ação 175 policiais federais e seis servidores da Previdência Social. A pedido da PF, foram afastados de suas atividades nove servidores da Previdência Social, sendo sete peritos e dois técnicos do seguro social. A organização é suspeita de fraudar pelo menos 600 benefícios previdenciários e assistenciais, provocando um prejuízo de cerca de R$ 12 milhões. Com a operação, estima-se que outros R$ 21 milhões deixaram de ser desviados da Previdência Social.

O nome da operação faz referência ao início das investigações, ocasião em que foram apuradas irregularidades em perícias médicas na modalidade trânsito. Esta modalidade de perícia foi idealizada para que segurados que estivessem em tratamento fora de seu domicílio pudessem realizar perícias em outras Agências da Previdência Social e garantir a manutenção de seus benefícios, porém, os criminosos se utilizavam desta possibilidade para burlar o agendamento eletrônico e direcionar as perícias ao médico-perito integrante da quadrilha.

Outras fraudes também foram identificadas, como o engessamento de membros sem necessidade e apresentação de laudos médicos falsos para a obtenção de auxílio-doença; apresentação de laudos periciais falsos para obtenção de auxílio-doença, amparo social ao portador de deficiência e aposentadoria por deficiência; além da solicitação fraudulenta de requerimentos de benefícios de assistência social.

Os investigados responderão, de acordo com os atos praticados, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, estelionato previdenciário, falsificação previdenciária, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informações e organização criminosa.

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