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Jornal Diário de Suzano - 22/11/2017
mrv

Após corte de orçamento, prefeitos temem cancelamento de projetos

26 MAI 2015 - 08h01

Os prefeitos do Alto Tietê temem o cancelamento de projetos ou atrasos na entrega de obras que já estão em andamento nas cidades da região. A questão é motivada pelo corte orçamentário de R$ 69,9 bilhões feito pelo governo federal. O Ministério das Cidades foi o mais prejudicado pela medida. A pasta é responsável por diversas obras na região. De acordo com o prefeito de Suzano, Paulo Tokuzumi (PSDB), "a questão do cancelamento de projetos é inevitável".

O tucano afirmou que o ajuste fiscal prejudica todo o País. "Toda essa crise financeira gerada por uma série de fatores econômicos deve atingir inúmeros programas do governo federal, inclusive os sociais", comenta. "A questão do cancelamento de projetos é inevitável. O resultado disso é o desemprego e, paralelamente, um retrocesso dos municípios na queda das receitas", completa.

Ele reforça que o cenário afeta diretamente a população e frisa que neste momento a melhor maneira de conter a crise é economizando. "Todos os municípios vão perder diversos convênios e outros dificilmente serão liberados. Os mais nítidos nesse sentido são projetos na área da habitação", aponta.

O prefeito de Mogi das Cruzes, Marco Bertaiolli (PSD), considera que existe uma crise econômica que atinge os governos federal, estaduais e municipais, e que a situação é preocupante. Ele destaca que espera e acredita no cumprimento dos compromissos assumidos por parte da União. "Principalmente para obras já contratadas, como as melhorias na infraestrutura urbana e mobilidade urbana, entre outros importantes investimentos e programas sociais em desenvolvimento", diz.

De acordo com o prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Acir Filló (PSDB), a administração concorda com as medidas do governo federal, mas reconhece que o município foi afetado. Ele atenta que a Prefeitura teme o cancelamento de verbas ou atrasos de obras. "Não há um setor específico que sofre com as medidas. O município vai ser afetado por se tratar de uma cidade pobre e qualquer corte de repasse, já nos afeta", pontua.

AJUSTE FISCAL

O corte orçamentário divulgado na última semana pelo governo federal deve afetar, principalmente, o Ministério das Cidades. Do total de R$ 69,9 bilhões de recursos bloqueados pela União, os programas geridos pelo ministério sofreram o maior corte, no valor de R$ 17,23 bilhões em relação ao que havia sido aprovado pelo Congresso Nacional. Com a medida, a dotação aprovada pelo Legislativo neste ano caiu de R$ 31,74 bilhões para R$ 14,51 bilhões, equivalente a 54% do limite para gastos.

Os números foram divulgados pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. A Saúde é a segunda pasta mais afetada. Ela sofreu bloqueio de R$ 11,77 bilhões. Em seguida está a Educação. Segundo informou o ministério, "os programas e ações estruturantes e essenciais" estão garantidos. Mas o setor teve queda de R$ 9,42 bilhões.

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