terça 01 de setembro de 2026Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 01/09/2026
Envie seu vídeo(11) 4745-6900
Cidades

Auxílio-Aluguel do Governo beneficia 217 mulheres em situação de violência no Alto Tietê em agosto

Estado investiu R$ 108,5 mil na destinação do benefício na região, para mulheres inscritas no programa até o mês de julho; no estado, foram mais de R$ 2,9 milhões destinados a 5,8 mil mulheres

01 setembro 2026 - 12h31Por da Reportagem Local

A região do Alto Tietê registrou em agosto a concessão do Auxílio-Aluguel para 217 mulheres vítimas de violência doméstica inscritas no programa até julho, resultando em investimento de R$ 108,5 mil. A região é composta por Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano. No estado, foram mais de R$ 2,9 milhões destinados a 5,8 mil mulheres. Desde o início do programa, em fevereiro de 2025, foram atendidas mais de 9,9 mil mulheres, com investimento superior a R$ 29,9 milhões em todo o estado.

Os dados foram consolidados pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS). A iniciativa chegou a 593 municípios paulistas, um indicativo da abrangência da política pública e do papel central da rede municipal de assistência social como porta de entrada para o benefício.

Criado pelo Governo do Estado de São Paulo, o programa oferece uma ajuda de custo mensal de R$ 500 por seis meses, com possibilidade de renovação por igual período. O objetivo é garantir condições concretas para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam se afastar de relações violentas com segurança e dignidade.

“Romper o ciclo da violência doméstica exige mais do que coragem, é necessário apoio real e condições concretas para um recomeço seguro. O Auxílio-Aluguel, além de um importante suporte financeiro, é uma ferramenta de autonomia e dignidade para que essas mulheres possam reescrever suas histórias longe do medo”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém.

Podem solicitar o benefício mulheres que possuam medida protetiva expedida pela Justiça, residam no Estado de São Paulo, estejam em situação de vulnerabilidade e cuja renda, até o momento da separação, não ultrapasse dois salários mínimos. O cadastramento é feito pela rede municipal de assistência social nos municípios participantes. Após análise e aprovação, o valor é disponibilizado por meio de Poupança Social no Banco do Brasil, diretamente às beneficiárias.

Além do suporte financeiro, o programa articula outras políticas públicas municipais, ampliando o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento às mulheres atendidas em todo o estado.

Onde buscar atendimento:
* Assistência Social: CRAS (Centros de Referência da Assistência Social), CREAS (Centros de Referência Especializados de Assistência Social) e Centros de Referência de Atendimento à Mulher;
* Saúde: UBS (Unidade Básica de Saúde), pronto-socorro e hospitais;
* Segurança Pública: DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), distrito policial, batalhão da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros;
* Sistema de Justiça: Ministério Público, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil;
* Canais de orientação e denúncia: Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 190, para emergências.

Deixe seu Comentário

Leia Também