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Jornal Diário de Suzano - 21/11/2017
mrv

Conselho ‘traça’ perfil dos 110 jovens em medida socioeducativa em Suzano

05 JUN 2015 - 08h00

Ao todo 110 adolescentes cumprem medida socioeducativa em meio aberto, em Suzano.

Pelo menos, 42 residem em uma das regiões mais carentes da cidade, Palmeiras. Responsável pelo acompanhamento e garantia dos direitos dos jovens que cometeram ato infracional, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdicas) defende que problemas complexos não são superados por abordagens simplórias e imediatistas. Contra a redução da maioridade penal, o órgão afirma que prender não é sinônimo de educar.

Segundo a presidente do conselho, Cintia Casanova Kehr, a média de idade dos adolescentes cumpridores de medidas sócio-educativas de Suzano é 17 anos, com idade mínima de 14 e máxima de 19 anos. O sexo feminino representa 30,5% desse público. Em relação à escolaridade, ela aponta que apenas uma adolescente cursa o Ensino Médio, os demais possuem ensino fundamental incompleto. Em termos de macro região de residência, Palmeiras apresenta maior incidência, com 42 adolescentes, seguida da região central com 34, Boa Vista com 24 e Casa Branca com 10 adolescentes. Jovens negros compõem 67,5% do público atendido.

Os casos de violência cometidos pelos adolescentes chegam primeiro nas delegacias em forma de Boletim de Ocorrência (B.O.) ou por meio de flagrantes feitos pela Polícia Militar (PM). Em seguida os casos são acompanhados pelo Conselho Tutelar para garantia de direitos. "Prender não é sinônimo de educar. Sou contra toda e qualquer forma de impunidade. Quem fere a lei deve ser responsabilizado. Reduzir a idade penal, além de ineficiente para atacar o problema, desqualifica a discussão. Isso é muito comum quando acontecem crimes que chocam a opinião pública, o que não respeita a dor das vítimas e não reflete o tema seriamente", explica.

Ela afirma ainda que a sociedade precisa de inteligência, orçamento e, sobretudo, um projeto ético e político que valorize a vida em todas as formas. "Nossos jovens não precisam ir para cadeia. Precisam sair do caminho que os leva lá. A decisão agora é nossa, se queremos construir um País com mais prisões ou com mais parques e escolas. Uma família que tem os direitos minimamente respeitados educa os filhos com dignidade", destaca.

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