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Jornal Diário de Suzano - 10/04/2026
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Cidades

Exposição 'terra terreno território' entra em cartaz no Moriconi com visitação até 30 de abril

Obras da artista visual e fotógrafa Dani Sandrini propõem reflexões sobre a ancestralidade indígena e a ocupação dos territórios urbanos

10 abril 2026 - 16h39Por De Suzano

A Prefeitura de Suzano, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, deu início na última quarta-feira (08/04) à exposição “terra terreno território”, da artista visual e fotógrafa Dani Sandrini, no Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi (rua Benjamin Constant, 682 – Centro). A mostra segue aberta para visitação gratuita até o dia 30 de abril, de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas, com classificação livre.

A abertura contou com as presenças do secretário municipal de Cultura, José Luiz Spitti, e da coordenadora de Artes Plásticas da pasta, Aline Baliberdin, que acompanharam o início da programação e a recepção do público.

A exposição apresenta obras que dialogam com a ancestralidade indígena e a ocupação dos territórios urbanos, trazendo à tona reflexões sobre memória, pertencimento e identidade. A produção utiliza elementos naturais, como folhas e pigmentos orgânicos, em composições que remetem à conexão entre natureza, espiritualidade e cultura.

Ao todo, a mostra reúne 36 obras, incluindo uma produção audiovisual que apresenta o processo artístico, ampliando a compreensão do público sobre as etapas de criação e construção das peças.

A proposta também evidencia a presença dos povos originários nas cidades, abordando etapas históricas de deslocamento e formação de diferentes territórios ao longo do tempo. As imagens revelam narrativas muitas vezes invisibilizadas, propondo um novo olhar sobre a construção dos espaços urbanos.

A exposição também se destaca pela acessibilidade, contando com recursos que possibilitam a experiência de pessoas com deficiência visual e auditiva. O Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi possui estrutura acessível, incluindo adequações para cadeirantes, garantindo a entrada para todos.

Para a coordenadora de Artes Plásticas, o destaque da exposição está no processo e na construção visual das obras. “A artista trabalha com elementos naturais e simbólicos que trazem uma leitura muito própria sobre território e pertencimento. É uma produção que chama atenção pela técnica utilizada pela artista, a fitotipia e pela forma como esses materiais se transformam com o tempo, demonstrando a impermanência dessas imagens”, explicou Aline Baliberdin.

Já o secretário José Luiz Spitti disse que a mostra contribui para ampliar o olhar do público sobre a formação dos espaços urbanos. “A exposição traz questões que fazem parte do nosso cotidiano, mas que muitas vezes passam despercebidas. A arte tem essa capacidade de evidenciar esses temas e provocar reflexão”, afirmou.

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