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Jornal Diário de Suzano - 22/11/2017
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Justiça abre 52 processos para apurar agressões contra crianças

14 JUN 2015 - 08h01

Suzano está com 52 processos criminais que envolvem crianças e adolescentes vítimas de algum tipo de abuso, exploração ou violência em andamento. O levantamento compreende o período de janeiro de 2014 a junho de 2015. Ou seja, o número aponta que a cada mês, surgem aproximadamente três novos casos na cidade. Os dados foram divulgados pela juíza de Direito da 1ª Vara Criminal e da Infância e Juventude de Suzano, Érica Marcelina Cruz, durante a 3ª edição do Dia de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que aconteceu na sexta-feira.

Outro ponto ressaltado pela juíza é que geralmente o agressor está dentro do âmbito doméstico ou escolar. Por isso, é importante que os pais e educadores estejam atentos às mudanças de comportamento das crianças. Segundo o psicólogo Marcelo Neumann, há ainda um mito que precisa ser superado quanto ao perfil dos agressores. "Temos muitos mitos em relação a isso. Obviamente que vemos que são muito mais do sexo masculino do que feminino. Mas existem também mulheres agressoras sexuais".

Neumann acrescentou ainda que o perfil dos agressores começa a se desenvolver ainda na adolescência, geralmente a partir dos 15 e 16 anos, e segue sem idade definida. Geralmente são pessoas que passam confiança, acima de suspeitas. "Normalmente é uma pessoa que sempre trabalhou, é respeitada em casa e com isso as pessoas acabam não desconfiando".

A juíza destacou também sobre a importância da orientação aos responsáveis quanto às denúncias. "É muito importante instruir os pais e profissionais que lidam com as crianças para que não seja feitas denúncias equivocadas e assim não haja a prisão de inocentes", disse Érica.

DENÚNCIAS

As acusações podem ser feitas pelo Disque Direitos Humanos (Disque 100). A partir da denúncia, o Conselho Tutelar verificará o caso e apura se é procedente. Caso a denúncia seja comprovada, as providências necessárias serão tomadas. O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) também é responsável pela apuração das denúncias.

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