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Jornal Diário de Suzano - 22/11/2017
mrv

Lei para evitar poluição visual divide opinião de comerciantes em Suzano

12 JUL 2015 - 08h01

Em Suzano, a presença de faixas penduradas em postes, panfletagens, e cartazes colados em postes e muros, além de outras formas exageradas de propaganda resultam em um prejuízo estético para a paisagem urbana. Desde 2013, a Prefeitura vem discutindo a possível implantação da Lei Cidade Limpa, que tem como objetivo a padronização das fachadas de estabelecimentos comerciais e das formas de publicidade, a fim de inibir a poluição visual. A possível instauração da lei divide a opinião dos comerciantes.

De um lado há quem ache que a ação irá favorecer no visual do centro comercial de Suzano como um todo, e que a ideia pode trazer harmonia ao cenário urbano. Outros acreditam que o custo para a modificação de uma fachada não vale a pena e não vêem necessidade na mudança, principalmente em uma época em que o comércio não vem tendo seu melhor desempenho em vendas.

"Acho que uma padronização iria trazer beleza para cidade. Mas fico com medo de que se for um tamanho muito pequeno, os clientes tenham dificuldades de achar a loja. Tem que ser um tamanho médio, que não prejudique a visibilidade da loja", relatou a sub-gerente de uma loja de roupas de Suzano, Jordana Lau dos Santos.

O custo desembolsado para que a fachada seja mudada e se encaixe ao novo padrão que possa ser estabelecido é uma preocupação para o proprietário de uma loja de tecidos e decorações, Fábio Duarte. "Bom não é. Fora o gasto que teremos para renovar a fachada da loja, os consumidores terão uma dificuldade maior de achar a loja. Sinceramente não vejo muito benefício", disse. Duarte acrescentou ainda que proibir ações como a panfletagem e a colagem de cartazes pela cidade seriam opções muito mais eficazes para evitar tanto a poluição visual quanto a poluição ambiental.

Entre os comerciantes ouvidos, todos concordam, que antes que a lei possa ser aprovada, ela deve passar por uma audiência pública, onde os comerciantes possam se expressar e opinarem sobre a legislação. "A mudança vai ter um custo. Acho que não tem o porquê de mudar e se for mudar acho que seria interessante fazer uma reunião com os lojistas para que pudéssemos dar nossas opiniões", afirmou José Bezerra, gerente de uma loja de calçados em Suzano.

"Até para determinar como seria o tamanho das fachadas e também para verificar como todas as mudanças seriam feitas, eu acho importante sermos consultados primeiro", completou Jordana.

Há ainda, aqueles que já começaram a fazer mudanças para não serem pegos de surpresa, caso a lei seja implantada. "Eu já estou tentando me encaixar. Quando vi que mudou em São Paulo e também em Mogi comecei a me preparar. A lei será muito boa para o visual da cidade e estou disposta a mudar, sem problema", disse a proprietária de uma floricultura, Célia Regina da Silva.

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