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Jornal Diário de Suzano - 04/07/2020

Mitutoyo anuncia fechamento de fábrica em Suzano após 46 anos

Unidade está em Suzano na Rodovia Índio-Tibiriçá, Vila Sol Nascente, e foi fundada na década de 1970

Por Daniel Marques - de Suzano02 JUN 2020 - 20h59
Fábrica encerra atividades em SuzanoFoto: Jackeline Lima/Divulgação
A Mitutoyo anunciou, por meio de comunicado, o encerramento de sua fábrica no Brasil a partir de outubro. A unidade está em Suzano na Rodovia Índio-Tibiriçá, Vila Sol Nascente, e foi fundada na década de 1970.
 
A empresa iniciou suas atividades no Brasil produzindo instrumentos de medição como paquímetros mecânicos e digitais até máquinas de medir por coordenadas em 1° de maio de 1974. A fábrica, a primeira fora do território japonês, sediada em Suzano, possui 16.000m² de construção em um terreno de 120.000m².
 
Criada como Mitutoyo Importação e Exportação de Instrumentos de Precisão Ltda a razão social da empresa mudou para Mitutoyo do Brasil Indústria e Comércio Ltda permanecendo até abril de 1998 quando passou para nova denominação, Mitutoyo Sul Americana Ltda, assumindo a responsabilidade pelo atendimento do mercado em toda América do Sul. É uma empresa tradicional em Suzano. 
 
A expectativa é de que 90 trabalhadores sejam dispensados, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos. Na noite de segunda-feira, o presidente Ken Sasaki emitiu nota afirmando que “devido aos esforços globais para melhorar a eficiência da produção e fortalecer nossos negócios no geral, a fábrica do Brasil cessará a produção e será encerrada no final de outubro de 2020”. “As equipes de Vendas e Serviços da Mitutoyo Brasil continuarão as operações no mesmo local, em Suzano/SP”, disse.
 
No início da tarde de ontem, a empresa emitiu novo comunicado também assinada pelo presidente Ken Sasaki:
 
"As atividades empresariais precisam ser dinâmicas e passar por frequentes reestruturações, para viabilizar a continuidade das empresas e permitir que estas colaborem com o crescimento econômico do País. Portanto, a descontinuidade de nossas atividades produtivas não significa, de modo algum, que encerraremos nossas atividades no Brasil. Ao contrário, estamos realizando a reestruturação de nossas atividades exatamente para manter a viabilidade da Mitutoyo Brasil. Nossa decisão é no sentido de focar e desenvolver com mais dedicação as atividades comerciais e de prestação de serviços, que já realizamos no Brasil. As equipes de Vendas e Serviços da Mitutoyo Brasil continuarão as operações no mesmo local, em Suzano/SP, cuja unidade empresarial é uma das mais importantes do Grupo Mitutoyo e jamais pensamos em encerrá-la. Como resultado dessas ações, fortaleceremos o suporte técnico aos produtos e nossa capacidade de Engenharia de Soluções. Assim, se num primeiro momento, infelizmente sejamos obrigados a reduzir nosso quadro de colaboradores, acreditamos que, com o incremento da atividade comercial e de prestação de serviços, poderemos futuramente viabilizar direta e indiretamente a contratação de novos colaboradores. É certo que o Covid-19 afetou significativamente as atividades econômicas do mundo todo, e o Brasil evidentemente não passou ileso. Entretanto, não é esta a causa direta de nossa decisão de reestruturar nossas atividades empresariais, mas sim a necessidade de adequação à nova realidade do mercado”, disse em nota.
 
Sindicato acompanha situação dos direitos trabalhistas
 
Um processo de reestruturação global da empresa foi o principal motivo que levou a direção da Mitutoyo a optar pelo encerramento das atividades de sua unidade fabril de Suzano, que ocorrerá em outubro. A decisão da direção foi informada na quarta-feira da semana passada ao Sindicato dos Metalúrgicos de Suzano, durante uma reunião na sede do sindicato. A diretoria negociou e garantiu que os trabalhadores da fábrica terão todos os direitos pagos. O sindicato acompanhará todo o processo de desligamento dos funcionários e continua negociando com a empresa para que eles tenham um pacote adicional de garantias ao deixarem a empresa.

"A matriz japonesa da Mitutoyo optou por encerrar a produção aqui no Brasil, atingindo diretamente a fábrica de Suzano. Lamentamos essa notícia, mas atuamos em defesa dos trabalhadores. Os funcionários vão trabalhar até outubro, recebendo seus salários normalmente, quando serão desligados", explicou à reportagem do DS o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Suzano, Pedro Benites, que participou da negociação com a empresa.

A reunião definiu que os trabalhadores receberão todos os direitos previstos na legislação. Os funcionários que possuem algum tipo de estabilidade garantida por lei e acordo coletivo, como doenças, afastamentos pelo INSS e estabilidades pré-aposentadoria, também receberão o que for devido. 

"A partir do momento que o trabalhador for demitido, ele receberá seus direitos e também o seguro-desemprego. Isso significa que todos estarão amparados até março ou abril no ano que vem. Espero que até lá a situação econômica do Brasil melhore e apareçam vagas para esses funcionários, pois eles são treinados e muito qualificados" afirma Benites.
O presidente informou que, durante a reunião com a direção da Mitutoyo, o Sindicato fez três reivindicações pontuais para os trabalhadores, além das indenizações previstas na lei.
 
"A primeira é a assistência médica aos funcionários por um período além do encerramento das atividades da empresa, a segunda é o fornecimento de cesta básica também por um período maior e o terceiro ponto seria um abono em dinheiro. Afinal de contas, muitos funcionários estão na unidade de Suzano desde sua instalação, há mais de 40 anos", disse. O Sindicato e a Mitutoyo manterão as negociações sobre esses três pontos.

A Mitutoyo está no Brasil desde 1974 e a unidade fabril de Suzano foi a primeira instalada fora do Japão. A empresa produz instrumentos de precisão, como micrômetros e paquímetros, além de atuar em áreas como processamento de imagens e escalas lineares. Em um comunicado, a Mitutoyo informou que "as atividades empresariais precisam ser dinâmicas e passar por frequentes reestruturações, para viabilizar a continuidade das empresas e permitir que estas colaborem com o crescimento econômico do País".

Segundo a empresa, a descontinuidade das atividades produtivas não significa, de modo algum, que encerraremos das atividades no Brasil. "Ao contrário, estamos realizando a reestruturação de nossas atividades exatamente para manter a viabilidade da Mitutoyo Brasil". As equipes de vendas e serviços continuarão as operações em Suzano, cuja unidade empresarial é uma das mais importantes do grupo. 

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