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Jornal Diário de Suzano - 25/11/2017
mrv

Projeto sobre a reforma política divide opinião dos partidos de Suzano

12 JUL 2015 - 08h00

O texto-base do projeto de lei que complementa a proposta de emenda à Constituição da reforma política, apresentada na quinta-feira, na Câmara dos Deputados, divide a opinião dos partidos políticos de Suzano. Enquanto uns acreditam que a redução da campanha eleitoral de 90 para 45 dias e diminuição do tempo da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão de 45 para 35 dias prejudica os eleitores que podem não ficar bem informados, outros são a favor da medida, uma vez que a população pode buscar informação em outros meios de comunicação.

Segundo o presidente do diretório do PT suzanense, Reginaldo Macedo, o partido se reuniu para debater as novas alterações da redação apresentada em Brasília.

"O PT é democrático e acreditamos que esta reforma política ainda não é o que o partido vem pregando há alguns anos", frisa.

Macedo adianta que uma reforma política de sucesso precisa ser formulada com a participação popular. "O Congresso é muito conservador e falta à participação da sociedade. Diminuir tempo de campanha é interessante porque reduz custos, mas não dá espaço para que a população conheça melhor os candidatos", complementa.

O presidente do PSDB de Suzano, Claudio Anzai, frisa que é uma medida válida. Isso porque, atualmente, fazer campanha se tornou um empreendimento caro. "Isso também ajuda para que as pessoas que não tem vivência política não entrem neste setor por oportunismo", afirma. "Além disso, a administração do tempo de propaganda mudará a maneira de fazer campanha e isso com certeza irá melhorar a disputa", acrescenta.

De acordo com o presidente do PTB de Suzano, Israel Lacerda, hoje existem outras ferramentas de comunicação para suprir as propagandas feitas em redes de televisão. Ele explica que nunca utilizou esse recurso e acrescenta que costuma realizar campanha com pouca verba. "Sou adepto das redes sociais. Por meio delas podemos fazer um trabalho amplo e informar bem o eleitor. Foco meu trabalho neste sentido, até porque as redes sociais são bem mais democráticas", explica.

Lacerda frisa que com a mudança, a população não será prejudica, uma vez que a sociedade pode buscar informação em outros meios de comunicação. "Nas redes sociais, por exemplo, o eleitor pode ver o trabalho que o político desempenha e descobrir o histórico dele, além de conhecer a respectiva história. Além disso, as redes sociais ajudam a reduzir custos, já que 50% da verba de campanha são usadas para televisão", assegura.

MEDIDA

Antes de ser aprovado, o texto-base do projeto de lei que complementa a proposta de emenda à Constituição da reforma política será analisado e possivelmente alterado, em seguida, a matéria seguirá para o Senado. O projeto limita gastos em campanha, fixa teto de doações de pessoas jurídicas e veda a doação de empresas que executam obras públicas.

Para se ter uma ideia, a proposta reduz a duração da campanha eleitoral de 90 para 45 dias e diminui o tempo da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão de 45 para 35 dias. Além disso, o texto restringe as regras de acesso de candidatos aos debates eleitorais nas emissoras de TV, isto é, para participar de um debate em televisão, o candidato deverá ter um número mínimo de nove deputados na Câmara.

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