Envie seu vídeo(11) 97569-1373
Sintonize nossa Rádio101.5 FMClique e ouça ao vivo
Quarta 22 de Novembro de 2017

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 21/11/2017
mrv

Sabesp decide suspender por 120 dias obras de tratamento e coleta de esgoto

23 JUN 2015 - 08h01

Após anunciar corte de investimento no setor por causa da crise hídrica, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) avisou agora empreiteiras e fornecedores que vai suspender as obras na rede de esgoto por 120 dias. Em nota, a estatal informou que "remaneja seu orçamento para dar prioridade às obras que garantam a segurança hídrica da região metropolitana".

A paralisação pode atingir obras que estão sendo executadas na região, entre elas, a da implantação de um interceptor que vai transportar o esgoto coletado em Itaquá para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Suzano. O DS questionou ontem a Sabesp para saber quais obras da região seriam atingidas, porém a empresa não respondeu até o fechamento da reportagem.

A medida foi criticada pela Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop), que reúne as maiores construtoras do País. A entidade encaminhou no dia 12 deste mês uma carta ao presidente da Sabesp, Jerson Kelman, afirmando que entende as dificuldades provocadas à companhia pela crise e pela retração econômica, mas alerta que a decisão trará "consequências danosas para todos os envolvidos".

"Não tem lógica nenhuma. Perde a sociedade, porque não terá serviços necessários de coleta e tratamento de esgoto, o setor da construção, que será ainda mais afetado pela crise, e a própria Sabesp, que terá de arcar com os custos de paralisação e retomada das obras, além dos mananciais continuarem sendo poluídos", disse o vice-presidente de Saneamento e Sustentabilidade da associação, Marco Botter.

O deputado estadual Ramalho da Construção (PSDB), que preside o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo, teme que a medida desencadeie mais demissões no setor. "Estamos preocupados porque se suspende uma obra por 120 dias, o que você faz com o trabalhador? Além disso, temos uma carência muito grande de esgoto no Estado", disse. Segundo a Sabesp, 15% do esgoto gerado ainda não é coletado e 23% não são tratados.

Além da suspensão temporária nos canteiros já implementados, a companhia também está adiando o início de outras importantes ações do projeto de despoluição do Rio Tietê, em curso há mais de 20 anos, que também é implementado na região.

Em março, após divulgar queda de R$ 1 bilhão no lucro em 2014, a companhia anunciou que reduziria em 55% o investimento em coleta e tratamento de esgoto. Segundo o diretor econômico-financeiro da estatal, Rui Affonso, o objetivo é "antecipar os investimentos em água concentrados nos próximos dois anos para aumentar a segurança hídrica da região metropolitana".

Entre as obras mais importantes previstas com recursos da Sabesp estão a que levará água da Represa Billings para o Alto Tietê, cuja conclusão foi adiada de maio para setembro, e a transposição da Bacia do Rio Paraíba do Sul para o Cantareira, prevista para ser concluída em 2017 após ter sido anunciada pelo governador para este ano.

Em maio, após a agência reguladora do setor conceder um reajuste na tarifa de água e esgoto (15,2%) abaixo do índice pleiteado pela Sabesp (22,7%), a companhia anunciou que reduziria ainda mais os investimentos planejados. "Não é possível a Sabesp manter o nível de investimento projetado se há uma frustração de receita em relação à revisão tarifária e se as condições macroeconômicas todas pioraram", disse Affonso.

Em nota, a Sabesp afirmou que "não abandonou obras" e que outras ações "estão sendo aceleradas", como as intervenções para despoluição da Billings, que terão financiamento do Banco Mundial. Até 2019, a estatal diz que vai investir R$ 8 bilhões no segmento.

Leia Também

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias