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Jornal Diário de Suzano - 11/04/2021
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Sindicato projeta mais de 500 demissões em 14 dias sob fase vermelha

Nas próximas duas semanas, comércio, serviços e indústria devem ter perdas

Por Daniel Marques - de Suzano06 MAR 2021 - 09h00
Estimativa de demissões é do Sincomércio durante a fase vermelhaFoto: Regiane Bento/DS
O Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região (Sincomércio) estima que mais de 500 demissões devem acontecer só nas duas semanas em que o Alto Tietê estará sob fase vermelha do Plano São Paulo de flexibilização.
 
É uma projeção feita pelo sindicato com base no número de exames médicos para admissão e demissão de funcionários ocorridos nos dois dias que sucederam o anúncio do governo do Estado de retorno à fase vermelha (quarta, 3 de março, e ontem, 4 de março).
 
Segundo o Departamento de Medicina Ocupacional do Sincomércio, nos dois dias, foram feitos 88 exames demissionais na região e outros 26 admissionais. A projeção segue mostrando que, em cada dia, 44 pessoas serão demitidas e sete serão admitidas. As demissões devem ocorrer em três segmentos: comércio, indústria e serviços.
 
“A projeção não é muito boa. Já estão chegando muitos pedidos de demissão para nós. O comerciante não tem mais fôlego. Não adianta reduzir salário. Não há vendas. Vão ter que mandar os funcionários embora”, lamentou Valterli Martinez, presidente do Sincomércio.
 
O sindicato diz que houve uma queda de 50% no número de admissões em dois dias. O número base para admissões por dia é 7. As demissões mantiveram a frequência, então para cada dia, a previsão é de que 44 pessoas sejam demitidas. O saldo final é de 37 postos de trabalho perdidos por dia, o que multiplicado pelos 14 dias sob fase vermelha (inicialmente entre 6 e 19 de março), resulta em 518 demissões.
 
Comparativo de fases
 
O DS também teve acesso aos dados de pessoas admitidas e demitidas durante a fase amarela e a fase laranja. 
 
Neste caso, o sindicato considera nove dias em fase amarela (entre 8 e 16 de fevereiro), nove que também incluem o período sob fase laranja (entre 22 de fevereiro e 2 de março) e nove após o anúncio da mudança para a fase vermelha (entre 3 e 11 de março). Nos nove dias sob fase amarela, foram realizados 121 exames admissionais e 223 exames demissionais, com um saldo final de 102 postos de trabalho perdidos. No período que inclui a fase laranja, o saldo final foi maior: de 151 postos perdidos.
 
Enquanto 208 pessoas assinaram a Carteira de Trabalho, outras 359 deram baixa. A projeção sob fase vermelha mostra uma “explosão” no número de demissões. A tendência, segundo a conta do sindicato, é de que entre a última quarta-feira (3) e a próxima quinta-feira (11), 396 pessoas sejam demitidas e apenas 81 contratadas – um saldo final de 315 postos abertos. “Como você vai contratar se seu estabelecimento está de portas fechadas?”, questionou o presidente do Sincomércio.
 
Dificuldades
 
O cenário, agora sob fase vermelha, deve ser parecido com o que a região viu no início da pandemia. Mais uma vez, os comerciantes terão que buscar outras alternativas para conseguir renda.
"Estamos conversando com as prefeituras de Mogi e de Suzano e com o Sebrae, sobre vários cursos de como trabalhar online com redes sociais e carteira do cliente, mas ainda não é suficiente para manter empregos", disse.

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