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‘Vizinhos’ da ferrovia sofrem com barulhos e rachaduras nas casas

10 FEV 2016 - 07h01

Poluição sonora, dificuldade para dormir, desvalorização dos imóveis e rachaduras nas residências são os problemas enfrentados diariamente pelas pessoas que moram próximas à via férrea em Suzano. As linhas de trem por onde passam os cargueiros da MRS Logística cruzam bairros como o Jardim Colorado, Jardim Maitê e Vila Nova Urupês, Jardim Belém, bem próximo às residências.

Esse é o caso da moradora da Rua Regino Alves de Almeida, no Jardim Colorado, Rosemeire Farias de Souza, de 36 anos. Há 13 anos, ela mora na via ao lado da linha de trem que recebe locomotivas de carga. De acordo com ela, após tanto tempo, é difícil se incomodar com o trabalho causado pelo trem e sua buzina, que já se tornou costume. Contudo, os estragos em sua residência preocupam diariamente.

"Quando o trem de carga passa o chão treme devido ao peso e velocidade. Meu muro já rachou algumas vezes", explicou Rosemeire. Ela contou ao DS que já teve um muro de sua casa derrubado. "Devido à infiltração de água e vibração constante, rachou e desmoronou. O peso do trem é realmente uma coisa que me preocupa. A gente sempre quer a casa da gente perfeita. Por isso eu já consertei tudo", explicou. A dona de casa contou que quando se mudou, chegou consultar uma engenheira sobre o assunto. "É preciso levar em consideração que esses problemas desvalorizam o valor do imóvel. Ninguém quer comprar uma casa nessa situação", pontuou.

Se Rosemeire já se acostumou com o som do trem, seu vizinho, Arlei Valverde de Souza, de 34 anos, não. De acordo com ele, o trem que passa de madrugada, por volta das 3 ou 4 horas, atrapalha no sono da família. "O trem passa e buzina. Não tem como não acordar. Aqui na nossa casa não treme, ainda bem, mas o barulho é um problema", comentou o morador.

Quem concorda com Souza é o agente escolar João Corrêa dos Santos, 40 anos, que mora na Vila Nova Urupês, em frente à linha férrea. De acordo com ele, atividades simples como assistir à televisão, ouvir música e, principalmente, dormir, são comprometidos com a passagem do trens cerca de três ou quatro vezes por dia. "Além do próprio trem, tem o apito que soa. É bastante incômodo o barulho. Ele passa de madrugada, quando a gente já está dormindo, e nos acorda. Não tem como não estressar. Além disso, a casa treme, dá para ver com a vibração das janelas. Temos sorte de não termos tido problemas com rachaduras", explicou.

A dona de casa Isabel Bressani, de 58 anos, não pode dizer o mesmo. Sua casa foi afetada com rachaduras nas paredes e tetos. "Tivemos que reformar tudo recentemente. Gastei um bom dinheiro. Além do barulho que incomoda no dia-a-dia e minhas noites", comentou.

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