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Jornal Diário de Suzano - 28/05/2026
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Cidades

Volume do Alto Tietê recua e sistema opera com 51,3% da capacidade

Sistema opera com 51,3% da capacidade; três represas tiveram redução no volume e previsão de possível El Niño acende alerta para o Sudeste

28 maio 2026 - 17h58Por Laura Barcelos - Da Reportagem Local

O Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat) registrou queda d  e 1,4 ponto percentual entre 28 de abril e esta quinta-feira (28), passando de 52,7% para 51,3% da capacidade total. Os dados são da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Até o momento, maio registrou 78,6% do total de precipitação esperado para o mês. A média histórica indica 54 milímetros, enquanto o acumulado é de 42,4 milímetros.

Entre as cinco represas que abastecem o sistema, três apresentaram redução no volume armazenado e duas registraram aumento no período analisado. Atualmente, duas barragens operam abaixo dos 50% da capacidade.

A maior queda foi registrada na represa Biritiba, localizada em Biritiba Mirim. Em um mês, o reservatório passou de 43,8% para 33,9% da capacidade, redução de 9,9 pontos percentuais. A barragem opera com o menor volume entre as represas do sistema.

Em seguida aparece a represa Ponte Nova, na divisa entre Biritiba Mirim e Salesópolis. O volume caiu de 45,8% em abril para 44% em maio, redução de 1,8 ponto percentual.

Já a represa Taiaçupeba, em Mogi das Cruzes, registrou a menor variação negativa do sistema. O reservatório passou de 69,4% para 69,1%, queda de 0,3 ponto percentual, mantendo o maior volume armazenado entre as barragens do Alto Tietê.

Por outro lado, duas represas apresentaram aumento no período analisado. A barragem de Paraitinga, em Salesópolis, passou de 58,8% em abril para 60,2% em maio, acréscimo de 1,4 ponto percentual.

A represa Jundiaí, localizada em Mogi das Cruzes, também registrou alta de 1,4 ponto percentual, subindo de 65,4% para 66,8% da capacidade.

O cenário dos reservatórios ocorre em meio ao monitoramento das condições climáticas para o segundo semestre. Segundo prognóstico atualizado pelo Centro de Previsão da NOAA, órgão dos Estados Unidos que acompanha a temperatura do Oceano Pacífico equatorial, há 82% de chance de confirmação do fenômeno El Niño até o fim de 2026.

Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, ainda não há definição sobre a intensidade do fenômeno, mas especialistas apontam que um eventual El Niño moderado pode provocar inverno mais quente no Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste, além de atrasar a próxima estação chuvosa e ampliar a preocupação com os reservatórios da região.

 

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