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Jornal Diário de Suzano - 31/03/2020
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COLUNA

Eduardo Caldas

Foi candidato a prefeito em Suzano em 2004. É professor de Gestão Políticas Públicas na USP

Nós e o Planeta Terra

19 FEV 2020 - 23h59
Os grandes problemas coletivos contemporâneos dizem respeito às mudanças climáticas e à perda da biodiversidade. Ambos estão relacionadas com o padrão de consumo que se estabeleceu ao longo do tempo. Diante de tamanha urgência, o que se pode fazer?
Ainda que as sugestões abaixo digam respeito às ações individuais, é fundamental que tenhamos noção de que o problema é coletivo. Apesar disso, a ação individual desperta consciências. Ao mudar nossas atitudes diárias nos damos conta, muitas vezes, de que a ação isolada é insuficiente e de que precisamos de uma ação coletiva e coordenada.
Dentre as ações individuais, destacam-se:
Ação Política: Pressionar o governo para atuar em defesa de alguma causa. Ao pressionar o governo, perceber-se-á os canais de comunicação ou a ausência deles e se há outras pessoas também agindo de forma isolada e que tenham disposição de prover uma ação coletiva e coordenada;
Comunicação: Depois de adquirir algum conhecimento e agir, registre suas ações e faça-as circular. É capaz de despertar a atenção de vizinhos e amigos e mesmo de familiares próximos que não se davam conta nem do problema que você procura enfrentar nem que você fazia o referido enfrentamento;
Área Verde: Plante árvores. O plantio pode ser em áreas particulares, mas também pode ser em áreas públicas seja com a devida autorização seja de forma desautorizada como gesto de desobediência. Se for uma ação coletiva, a desobediência ganha características do que Henry Thoreau chamou de desobediência civil. No quesito plantio de árvores há livros e biografias inspiradoras, dentre os quais "O menino do dedo verde" (Maurice Druon), "O homem que plantava árvores" (Jean Giono), "Por amor às árvores" (Wangari Maathai) e "A vida secreta das árvores" (Peter Wohlleben).
Mobilidade: Troque o automóvel pelo andar a pé e pela bicicleta pelo menos uma vez por semana. Além de reduzir a emissão de poluentes e especialmente de gás carbônico, é possível ter outra percepção da cidade que não pela janela do carro; 
Energia: Economize energia elétrica. É interessante conhecer o processo de produção, distribuição e consumo de energia, bem como as tarifas diferenciadas para o cidadão comum e para a indústria assim como conhecer os setores industriais que mais demandam e consomem energia elétrica;
Alimentação: Diminua o consumo de carne. A pecuária contribui diretamente para a emissão de gases de efeito estufa em decorrência da ruminação e flatulência bovinas além de sua expansão muitas vezes associada ao desmatamento e à perda da biodiversidade. Reduzir o consumo de carne significa abrir o paladar para a diversidade de sabores que muitas vezes sequer conhecemos;
Lixo: Reduza a produção de lixo, recicle, preste atenção no lixo eletrônico (o que mais cresce no planeta) e faça seu composto orgânico até mesmo em pequenas áreas e apartamentos. Pelo menos 50% dos resíduos sólidos gerados no Brasil é orgânico;
Consumo: Nas compras diárias, além do esforço em reduzir o consumo e reaproveitar o que já está à sua disposição, evite o uso de sacolas plásticas. Deixe excesso de embalagens no supermercado para evidenciar o excesso de embalagem desnecessária e como forma de protesto;
Eleição: Neste ano eleitoral, converse com os candidatos e observe as plataformas partidárias em termos de observar o quanto eles estão comprometidos individualmente e institucionalmente com os temas acima elencados e que estão diretamente relacionados com as duas emergências planetárias: crise climática e redução da biodiversidade.
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