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Jornal Diário de Suzano - 27/11/2020
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Lorena Burger

Advogada

Lorena Burger de Freitas Alves dos Santos é advogada

Aniversário especial

17 NOV 2020 - 05h00
Há exatos vinte e dois anos eu via a minha primeira publicação como colunista neste jornal, convidada pela editora chefe da época e minha amiga até os dias atuais, a querida Simone Leone.
Já havia publicado artigos em outro jornal, quando adolescente, afinal filha de jornalistas, não podia deixar de dar minha opinião escrita, fosse por meio de redações ou dissertações nas salas de aula ou onde tivesse a oportunidade de expor minhas ideias.
Minha mãe, anos antes havia ocupado o cargo de jornalista responsável, nome dado ao atual cargo de Diretor de Redação, em tempos de governo militar, aquele que respondia por tudo que era publicado junto aos órgãos policiais que se mantinham vigilantes aos mínimos detalhes que aconteciam nos órgãos de comunicação e nas publicações jornalísticas diárias ou não.
Tempos difíceis para jornalistas, artistas, comunicadores, como podemos ver hoje nas séries televisivas que buscam mostrar um tempo que nenhum de nós quer de volta.
Apesar de vivermos em um tempo em que a aparente segurança era melhor, pois, tínhamos a tranquilidade de sair e voltar para nossas casas sem receio e muitos sequer percebiam que vivíamos tempos diferentes, onde não existiam eleições diretas, onde os órgãos públicos de maneira geral tinham um militar de média ou alta patente nos cargos de direção, onde os ministros em sua maioria eram militares e que o presidente era sempre um general, para os meios de comunicação foram tempos difíceis e de muita intranquilidade.
Adolescente acompanhei tudo isso, vendo até a suspensão completa de novelas que vinham sendo anunciadas com muita festa, serem impedidas a apresentação por conta do veto do órgão da censura, que simplesmente não permitia sua exibição, apesar do gasto da emissora com os artistas e com a produção sempre cara.
Até mesmo os programas de auditório eram censurados, acompanhados ao vivo em suas exibições.
Por conta disso, aprendi a medir as palavras, a usar o bom senso para expor minhas ideias, sem constranger ou afrontar aos demais, pois, via o zelo de meu pai que ocupava o cargo de redator em jornal da capital com as noticias e com as manchetes, fossem as principais ou as secundárias, todas mereciam cuidados e atenção especial.
Não fiz o curso de jornalismo, pois, desde criança tinha o sonho de me tornar advogada, profissão que me satisfaz plenamente, sem impedir que possa me manifestar, de colocar minha opinião, de escrever o que penso sobre o que vejo, o que ouço, poder demonstrar minha alegria pela vida e pelo que ela expõe com tranquilidade em nosso cotidiano.
São vinte e dois anos, expondo meu pensamento toda semana aqui, mas são muitos outros anos que participo da vida deste jornal, que quando conheci era semanal e tinha o crivo do querido fundador Tadeu José de Moraes, que lia tudo antes de ser publicado e com sua voz mansa administrava com determinação, que fazia os netos aprenderem todas as funções dentro das oficinas ou no setor administrativo, tornando-os dirigentes competentes que o tempo atestou e, amigos queridos que mantenho desde essa época.
Tenho um carinho especial por este jornal que vi crescer e se transformar, se aperfeiçoando sempre e, se comemoro estes vinte e dois anos, só posso agradecer o carinho que me dispensam, permitindo que continue aqui expondo com respeito, livremente o meu pensamento...
SOUZA CAFÉ
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