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Jornal Diário de Suzano - 24/08/2019
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COLUNA

Lorena Burger

Advogada

Passeios

03 ABR 2019 - 23h59
Vejo que muita gente vem aproveitando a liberdade de ir e vir conquistada com a idade e com o passar dos anos, sem a preocupação de outras épocas.
É comum agora observarmos as pessoas curtindo a vida com seus companheiros de toda uma vida, passeando por pacatas cidades do interior, observando calmamente a paisagem, os pássaros nas árvores enquanto saboreiam com prazer muitas vezes desconhecido um sorvete, que refresca e parece ter novo sabor.
Enquanto nos sentíamos responsáveis com nosso trabalho e com nossa família, visto que há muito as mulheres encaram com naturalidade a dupla jornada diária, inúmeras vezes mal arrumávamos tempo para sentar mesmo que por poucos minutos para descansar as pernas e o corpo e saborear não só o sorvete, mas um doce ou simplesmente deixar os pensamentos fluir por outras paragens...
Logo alguém nos chamava a realidade e esquecíamos, sem remorso, nosso momento de descanso e seguíamos na faina sem fim da vida feminina.
Fosse o filho que carecia de atenção com os deveres escolares, com a filha que tinha questionamentos a serem esclarecidos, fosse o companheiro que cobrava nossa presença para conversar sobre algum assunto que devíamos resolver juntos, assim corria o tempo que passávamos em nossos lares.
Lá no trabalho, sentadas ou em pé nossos deveres profissionais careciam de solução, que dependiam somente da nossa disponibilidade para resolver e, assim envolvidas éramos levadas por nossos afazeres múltiplos e imaginar uns dias de folga era um pecado mortal, porque estávamos relegando para segundo plano a família e as obrigações profissionais.
Essa cobrança é típica das mulheres de maneira geral, que se sentem responsáveis e acabam tomando para si, entendendo como natural, muitas vezes pela educação recebida, todas as tarefas do lar e aquelas que se somaram por conta de sua formação profissional.
Assim quando no trabalho cumpriam o tempo regulamentar de férias, estas nem sempre combinavam com as folgas do companheiro e dos filhos, então assumia integralmente a função de prendas domésticas, vendo nas arrumações das gavetas, no cuidado com as plantas, no preparo de refeições mais elaboradas uma maneira de descontrair das responsabilidades atinentes a profissão e sequer percebia o tempo passar... Quando dava fé já era hora de voltar ao trabalho...
Sentia-se com energias renovadas, o contato mais próximo com a família, atendendo suas necessidades mais simples gerava grande satisfação interior... Mulher é assim por natureza...
Agora muitas como eu, ainda exercem suas profissões, vão aprendendo a desapegar dos afazeres do lar, e de vez em quando lançam mão do tempo livre e saem despreocupadas na companhia dos eternos namorados, e descompromissadas saem passear, conhecer novos lugares, apreciando cada detalhe do passeio, muitas vezes relembrando a adolescência e até mesmo o tempo de namoro, quando podiam curtir a vida com despreocupação e liberdade.
Redescobrindo a alegria das conversas a dois, o prazer de sorver tranquilo um café, apreciando com leveza o movimento ao redor. Chegou o tempo de viver e curtir tudo aquilo que lutamos para conquistar.
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