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Jornal Diário de Suzano - 19/11/2019
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Eduardo Caldas

Foi candidato a prefeito em Suzano em 2004. É professor de Gestão Políticas Públicas na USP

Primeiros passos em políticas de resíduos sólidos

19 JUL 2017 - 06h00
O lixo, produto errado no lugar errado, disposto em aterros ou lixões contamina o solo e os lençóis freáticos; queimado, contamina o ar. Para reduzir essas contaminações, pode-se recorrer ao "Princípio dos 3Rs": reduzir, reutilizar e reciclar.
Reduzir diz respeito a diminuir o consumo. Quanto menos se consome, menos resíduos se gera. Ainda que se consuma, deve-se pensar na possibilidade de campanhas para redução de embalagens (o que em alguma medida já implica em redução de consumo).
Reutilizar diz respeito a aproveitar o que parece descartável. Não é tarefa simples. Atualmente os produtos são programados para tornarem-se obsoletos. A obsolescência pode ser de três tipos: de função, de qualidade e de desejo.
A obsolescência de função está associada à tecnologia, e nesta medida um produto torna-se obsoleto quando outro produto executa melhor a mesma função do produto anterior: computadores e telefones celulares são colocados no mercado com dispositivos que, de maneira planejada, serão superados por seus descendentes. A obsolescência de qualidade está relacionada com os desgastes, defeitos e quebra de produtos. Os produtos são feitos para durar pouco. A obsolescência de desejo, por sua vez, é aquela relacionada ao "estilo" do produto.
O terceiro R diz respeito a reciclar. Ao separar os produtos descartados em algumas poucas categorias, a reciclagem torna-se viável. Quais são essas poucas categorias?
A separação clássica: vidro, plástico, papel e lata. Entretanto, pode-se fazer diferente. Separar inicialmente os resíduos orgânicos que representam, em média, 50% do total. Nas residências e restaurantes, bem como nas feiras livres e entrepostos de produtos hortifrutigranjeiros, o resíduo orgânico pode virar adubo.
Em seguida, é possível estabelecer políticas específicas para entulhos, retalhos, lixos tecnológicos e óleo de cozinha.
Entulhos. O entulho de reformas e construções podem ser triturados. Em Lages (SC), nos anos 80, havia um projeto chamado "Bancos de Materiais" por meio do qual o que era entulho para alguns ficava guardado em um banco de materiais e, em seguida, aproveitado na construção por outras pessoas. Em Belo Horizonte (MG) há uma iniciativa que isenta de taxas os carroceiros na entrega do entulho na usina de reciclagem. A usina transforma entulho em blocos e tijolos a serem utilizados na confecção de equipamentos públicos, como bancos, guias e sarjetas.
Retalhos. Neste caso, empresas de confecção doam seus retalhos para cooperativas que os transformam em novos produtos.
Lixo tecnológico, pilhas e baterias e lâmpadas fluorescentes são produtos altamente tóxicos que devem ser separados e devolvidos para suas origens por meio de programas de logística reversa. Em 2010, Apucarana (PR) começou, em conjunto com outros 23 municípios, a pressionar os grandes fabricantes de produtos eletroeletrônicos e de lâmpadas a fazerem a logística reversa. Assim lâmpadas, pilhas, televisões, monitores de computador, dentre outros produtos passaram a ter destinação adequada. 
Óleo de cozinha. O óleo de cozinha pode ser encaminhado para organizações de reciclagem, seja empresas, cooperativas ou organizações não governamentais. Assim, o óleo, em vez de sujar a água, vira sabão.
As políticas públicas para redução, reutilização e reciclagem de resíduos sólidos são muitas. Nos municípios em que há poucas iniciativas e muito a ser feito, é preciso dar os primeiros passos. 
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