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Jornal Diário de Suzano - 12/12/2017
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Fuga na Fundação Casa

18 MAR 2015 - 07h59
O esforço da Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (Casa) para tentar ressocializar os internos e garantir a mudança de sua imagem, antes deteriorada por conta de casos graves de crimes dentro da Febem, continua. O DS, em reportagem especial neste mês, mostrou o trabalho pedagógico e de tentativa de ressocialização de internos.

O problema, no entanto, é a quantidade de fugas existente a cada dia. Ontem, nova reportagem mostrou que mais 20 adolescentes fugiram na tarde de domingo da 2ª unidade do localizada na Rua Manoel Sebastião, Chácara Guaio, em Ferraz de Vasconcelos.

Foi a segunda fuga de internos em pouco tempo, sem que, ao menos, ocorresse recaptura dos internos.

O problema é antigo. Não foi passado à imprensa a quantidade de fugas existentes na Fundação Casa.

Da fuga ocorrida na noite de domingo até o momento, apenas dois menores foram recapturados, além disso a Corregedoria da Fundação abriu sindicância para apurar as circunstâncias que sucederam a fuga.

No passado, dentro e fora do estado de São Paulo, a Febem ficou conhecida pelas fugas, rebeliões, denúncias de maus-tratos aos adolescentes, tortura e superlotação. Estava óbvio, e público, o fracasso do projeto. Apenas em 2003, foram registradas 80 rebeliões. Em 2005, foram 53, sendo que 18 delas no Tatuapé, o maior complexo na época, que chegou a abrigar 1,8 mil adolescentes, cerca de 20% dos jovens então detidos no estado.

Na época, a Febem ganhou os noticiários nacionais e internacionais, revelando os abusos contra a vida desses adolescentes e as suas reações não menos violentas. A crise desses anos culminou com a mudança da presidência da instituição e em novas orientações de gestão. O nome também mudou. Um projeto de lei foi aprovado em dezembro de 2006 e, desde então, o atendimento aos adolescentes que cumprem medida socioeducativa é feito pela Fundação Casa. Houve sim uma queda significativa nas ocorrências envolvendo os menores. Mas, um dos desafios agora é tentar conter a quantidade de fugas registradas, principalmente na unidade de Ferraz.

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